O operário alcoólatra que virou santo

julho 15, 2011

Matt Talbot nasceu na pobreza e começou a trabalhar como operário em Dublín, Irlanda, sendo ainda um menino. Não teve acesso a nenhum tipo de instrução. O ambiente familiar era dominado pelo vicio de beber do pai e alguns de seus irmãos. A mãe era uma fervorosa católica, que sofria em ver o estado de sua família.

Aos 12 anos começa a trabalhar em um local onde eram engarrrafadas cervejas. Aí começa o vício do álcool. Aos 16 anos era um alcoólatra crônico, que tinha como único prazer beber. Ao mesmo tempo, começou a se afastar de toda a prática religiosa. A mãe e uma das irmãs jamais o abandonaram, acreditavam que um dia Deus operaria um milagre em sua vida.

 O pai na tentativa de afastá-lo do vício da cerveja, o levou para trabalhar junto com ele nas docas do porto, onde, entre outras coisas, se ocupava com a importação diferentes bebidas alcóolicas. Foi o mesmo que cair na panela do diabo, pois da cerveja passou para as bebidas fortes.

 Quantas vezes entrava em casa sem os sapatos, porque os havia trocado por uma garrafa de bebida. Quando despertava de sua bebedeira sentia uma profunda vergonha ante Deus. Mas cada vez que chegava o dia do pagamento, ao ver-se com dinheiro, não tinha a força de vontade e sucumbia em  tentação. Seu alcoolismo chegou a ser crônico. Vendeu tudo o que tinha para sustentar  o seu vício.

 Repentinamente, quando já havia completado 28 anos, e já se notavam os sinais inconfundíveis da sua dependência ao álcool, tomou a decisão de abandonar o vício. Neste dia, jogou pela janela um copo com bebida e jurou nunca mais beber. Ninguém jamais soube os motivos desta sua inesperada transformação. Certamente não foi um mero cansaço ou repugnância, nem o medo da dependência física, mas uma ação profunda da graça de Deus.

 O dia de sua libertação da escravidão do vício do álcool ficou guardado para sempre em sua memória. Vestiu a sua melhor roupa, e se dirige ao Colégio de Santa Cruz, onde pede para falar com um padre. Faz uma confissão. O sacerdote o aconselha a fazer o seu voto por três meses. No dia seguinte participa da missa, comunga e sai renovado pela presença de Jesus. Matt reconhece na comunhão diária  o meio para receber a força espiritual para manter a decisão de não mais beber.

 O momento mais difícil para manter a sobriedade é a tarde, depois do trabalho. Para evitar a tentação, realiza passeios pela cidade. Não obstante, um dia entra em um bar cheio clientes. O garçom parece ignorar Matt, sentindo-se ofendido por essa desatenção, sai a toda pressa da sala, decidido a não pôr nunca mais os pés em um bar.

 Matt se dá conta de outra dificuldade: o álcool debilitou sua saúde e se cansa nos passeios para evitar a tentação dos bares. Passa então também a entrar em uma igreja e, de joelhos ante do sacrário, fica a rezar, suplicando a Deus que o fortaleça. Desse modo adquire o costume de freqüentar a casa de Deus, e visitar Jesus Sacramentado.

 Os três meses parecem intermináveis, pois as conseqüências da falta de álcool (alucinações, depressão e náuseas) tornam  esse tempo um verdadeiro calvário. Em alguns momentos, a antiga dependência torna-se violenta, como se fosse impossível resistir ao desejo de beber novamente. Usa como remédio lutar desesperadamente, prolongando suas orações. Um dia, voltando para casa desanimado, diz com tristeza a sua mãe: «É inútil, mamãe, quando se cumprirem os três meses voltarei a beber…». Ela como era uma mulher profundamente religiosa o conforta e anima a continuar rezando. Ele segue o conselho ao pé da letra, toma gosto pela oração e encontra nela sua salvação.

 Efetivamente, a oração ajuda a que saiamos de situações humanamente desesperadas. Para Deus tudo é possível (Mt 19, 26). São Alfonso María do Ligorio, doutor da Igreja, afirma: «A graça de orar se concede a todo mundo, de sorte que se alguém se perde carece de desculpa… Orem, orem, orem, e não abandonem nunca a oração, pois quem ora se salva certamente, quem não ora se condena certamente» (cf. CEC, 2744).

 Cumpridos os três meses, surpreso de ter «agüentado o gole», Matt renova seu voto por seis meses mais, ao término dos quais se comprometerá para sempre a não beber mais álcool. A oração da mãe e da irmã alcançou a graça implorada. A mudança foi total na vida de Matt, não se libertou somente do vício terrível do álcool, mas foi renovado em sua fé, voltando para Deus e a Igreja com entusiasmo.

 Pouco a pouco aprende a escrever para conhecer a doutrina cristã e ler os livros da vida dos grandes santos para poder crescer no seu amor a Deus. O sorriso nos lábios e a sua humildade o transformaram em um apóstolo no meio dos outros operários. Pelo seu exemplo de vida ajudou muitos colegas a saírem do vício e também a voltarem para a prática da religião.

 As armas para se manter firme na nova vida de filho de Deus foram  durante a vida inteira a Eucaristia diária, oração intensa, leitura espiritual, devoção mariana e dedicação ao trabalho. Sua jornada começava às duas da madrugada. De joelhos rezava até que os sinos chamavam para a missa; depois ia para trabalho e chegava entre os primeiros. Apesar de ganhar pouco ainda compartilhava com os mais pobres. Durante muitas noites cuidava algum amigo doente.

 Obteve a vitória. Viveu por 40 anos em completa sobriedade em união com Cristo até sua morte. Ele viveu intensamente a palavra do Senhor: “… o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.” (Mt. 11,12). Mas não se esqueceu dos que sofrem este terrível vício. “Nunca despreze a um homem que não pode deixar de beber”, disse a sua irmã em uma ocasião, “é mas fácil sair do inferno”.

 Matt Talbot é um modelo para todos os homens. Em um tempo em que não existiam comunidades de recuperação ou terapêuticas, ele somente com a força da fé foi capaz de vencer o vício. Às vítimas do alcoolismo ou da dependência de drogas, como também qualquer outro problema,   demonstra com seu exemplo que, com a graça de Deus, é possível se libertar de qualquer escravidão.

Este é um capítulo do livro ELES ENCONTRARAM A FELICIDADE, E VOCÊ?   http://www.lojaencontrocomcristo.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=251

 

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Jesus ressuscitou! Você acredita?

abril 27, 2011

Este é o grande dia de nossa fé: o Domingo de Páscoa. Celebramos a vitória de Jesus sobre a morte, isto é, a sua ressurreição! Se Jesus não houvesse ressuscitado, teria sido somente mais um homem bom,um personagem da história, um fundador de uma grande religião. A ressurreição nos revela algo maior: Ele é Deus!

 Não podemos ficar indiferentes diante desta revelação. Jesus venceu a morte, o túmulo esta vazio. Ele não esta mais limitado a um corpo físico. Ele pode atravessar as paredes, e quem nele crê o tem vivo no coração.

 A Páscoa é a oportunidade para sair da noite dos nossos medos de crer em Deus, e também das nossas demoras para viver com entusiasmo a fé.

 No evangelho do domingo de Páscoa (cf. Jo 20,1-9) somos apresentados a duas mulheres: Maria Madalena e Maria. Elas presenciaram a condenação de Jesus. O chicote dos soldados rasgando seu corpo, a coroa de espinhos na cabeça, e com certeza choraram diante da sua dolorosa morte na cruz.

 Elas poderiam dizer: esta tudo acabado. E quem sabe voltar a rotina da vida, guardando a lembrança da ternura da ajuda de Jesus.

 Porém, alguma coisa no coração destas mulheres dizia para irem até o túmulo. Elas souberam deixar Deus conduzi-las, mesmo se ainda não entendiam porque ir até o túmulo.

 Quando seguimos a Jesus não estamos sozinhos, Deus nos acompanha com a sua graça.

O importante é não desistir, como fizeram estas mulheres. Quantas vezes os problemas da vida levaram você a desistir de lutar. E o resultado foi o sabor amargo do fracasso.

A atitude destas mulheres do evangelho são como um tapa em nossa frieza espiritual e no nosso esquecimento que Jesus esta vivo.

 Somente quem experimentou o amor de Jesus transformando a sua vida, é capaz de correr sempre ao seu encontro. Deus sempre surpreende quem nele confia.

Em Jo 20,1 esta escrito: “Viu a pedra removida do sepulcro” Alguns afirmam que a pedra foi removida para que Jesus saísse. Será que Deus precisava de ajuda para fazer Jesus sair? Seria o vencedor da morte tão fraco ao ponto de não ser capaz de empurrar a pedra do túmulo? Não acredito nesta possibilidade. Nenhum túmulo poderia deter Jesus ressuscitado. A pedra foi removida para que as mulheres pudessem olhar dentro.

 Aí esta a manifestação do poder de Deus: Ele remove os obstáculos que nos impedem ver e experimentar suas maravilhas.

 Não podemos ficar parados. É necessário seguir o exemplo das mulheres do evangelho: Elas correram….Primeiro para ir ao túmulo, e depois para falar do que viram.

 Precisamos aprender a buscar mais intensamente a Jesus, e testemunhá-lo. Muitas vezes, somos lentos, demorados, vemos dificuldade em tudo. Ou nos cansamos facilmente, e aí vamos abandonando nosso fervor.

 Se os problemas escureceram a nossa vida, deixemos a luz de Cristo iluminá-la.

 Ressuscitar é voltar à vida, levantar-se, erguer-se… pelo poder de Jesus.

 A cada domingo Deus nos atrai para receber o alimento dos ressuscitados:  Eucaristia.

 


Sorrir e assobiar

janeiro 20, 2011

 

       A cada dia as pessoas vão perdendo a capacidade de sorrir, assobiar tranqüilamente na rua, cumprimentar com atenção e sinceridade. Ao invés disso, vemos a pressa em chegar no destino, os gestos ou palavras demonstrando irritação ou agressividade. Como cristãos é necessário estar atentos para não cometer esses erros, porque um dos sinais da presença de Jesus em nosso coração é a alegria. 

 “O Reino de Deus não é comida e nem bebida, mas justiça, paz e gozo no Espírito Santo. Quem deste modo serve a Cristo, agrada a Deus e goza da estima dos homens.”

              Rom 14,17-18

         Estas palavras nos ajudam a compreender que viver de acordo com os ensinamentos da Palavra de Deus é algo extremamente útil e prático. Deus não quer ocupar somente o nosso tempo  com alguns atos religiosos, mas dar uma visão ampla sobre a vida. Podemos iniciar cada dia esperando sempre uma surpresa agradável. Para alcançar este objetivo é necessário seguir o sábio conselho de uma pessoa de profunda experiência com as surpresas de Deus: o apóstolo São Paulo. Em 2 Cor 12,10 diz: ” Eis que sinto alegria nas fraquezas, nas afrontas, nas necessidades, nas perseguições, no profundo desgosto sofrido pôr amor de Cristo. Porque quando me sinto fraco, então é que sou forte.” A alegria, fruto do Espírito Santo, dá a convicção que somos capazes de enfrentar as lutas da vida, tristezas e outras realidades indesejáveis.

 Um problema atrás do outro, caindo em nossa vida tem o poder de trazer a amarga sensação de fracasso, desânimo. Nesse momento desaparece todo o prazer de viver, afinal de contas, quem é que agüenta solidão, brigas na família, traição de amigos, dificuldades financeiras, doença…? Não existe alegria para quem se sente derrotado. Agora, se a atitude é outra, a de reagir de acordo com a sua fé em Jesus Cristo, tudo muda. Você pode até em um primeiro momento se sentir abatido, mas a promessa do Senhor é muito clara:

…mas aqueles que esperam no contam com o Senhor renovam as suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para frente sem se fatigar.”

                                 Is 40,31

 A solução está em parar de lamentar a sua sorte e levantar a cabeça, manter-se de pé, firme nas promessas do nosso bom Deus. Não existe melhor remédio do que a fé. Quanto passamos pôr turbulências em nossa vida, existe o perigo de tentar a solução de trabalhar mais, ou o mais grave, envolver-se com o álcool, drogas, jogo… Não chegue a este ponto, e se chegou existe saída. Aproxime-se de Jesus, não tenha medo de falar do seu problema, se for preciso chore junto Dele, não tenha vergonha….Ele também chorou diante do túmulo do seu amigo Lázaro. Todavia, faça isso como quem está se submetendo  a um tratamento com a certeza da cura.

 “ Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.”

                                        Mt 11,28-29

 Fica claro que não se trata de mera auto-ajuda, como esta na moda, e sim a importância de viver a fé, praticar a religião… pois aí está o combustível que faz o motor da vida produzir alegria.

 Então vamos recapitular:

– permita que o Espírito Santo renove  sua mente tirando o pessimismo, passando a viver o otimismo;

– aprenda a assobiar e sorrir para as pessoas

– pratique de modo confiante a sua fé e participe da Igreja para alimentá-la com os meios deixados pôr Jesus

 

 

 


Morte, drogas, esporte…e agora?

julho 16, 2010

 

Há muito tempo um pensador católico disse: “a nossa civilização caminha para a selvageria”. Na época, muitas vozes acharam forte ou exagerada esta afirmação. Os anos foram passando, e chegamos ao século XXI. De repente, as manchetes falam com uma constância preocupante de assassinatos praticados com a frieza de quem já não sabe mais reconhecer o valor da vida.

De um modo específico, sem manifestar julgamentos, temos um ídolo do futebol envolvido em um dos mais terríveis crimes da história policial do nosso país. O triste é ver unidos juventude, esporte, orgias, drogas, assassinato. A história parece a de sempre: uma criança pobre encontra um mundo novo “cheio de glamour” e “facilidades”. Por que as aspas? O motivo é muito simples: surge a impressão de que o mundo esta aos seus’pés. Não importa se o menino é branco ou negro, bonito ou feio, se tem modos ou não. A fama e o dinheiro passam a ilusão de não existirem estas diferenças e nem limites.

Se o menino não tem um suporte para ingressar nesta nova condição, cairá nos mesmos problemas de tantos ídolos do passado ou presente. `Qual é este suporte? Sem dúvida alguma  a família. Talvez , alguns torçam o nariz afirmando que esse assunto é antiquado, pois a família é um valor ultrapassado. Aí esta justamente a raiz dos graves problemas da nossa sociedade: não existem mais valores saudáveis de referência.

A família é antiquada para a sociedade que já não sabe mais o significado belo e eterno do amor entre um homem e uma mulher. A família é antiquada para aqueles, que não acreditando na vida, incentivam o aborto. A família é antiquada para quem tem um filho com barriga de aluguel. A família é antiquada para quem banaliza o afeto e transforma tudo em uma fria relação sexual sem nenhum comprometimento.

Enquanto existirem pessoas preocupadas em garantir visibilidade às custas da destruiçao da família, não seremos capazes de viver em um mundo mais humano e fraterno. Enquanto existirem “religiosos” preocupados em tirar os símbolos religiosos dos lugares públicos, ao invés de trabalharem pela restauração da dignidade humana e da família, não surgirá a civilização do amor.

O mundo criado por Deus não é esta sociedade selvagem, voltada para a busca desenfreada do poder, sucesso, prazer e dinheiro. Deus criou o homem e a mulher a sua imagem e semelhança. Cada pessoa tem o seu valor e dignidade. Cada pessoa deve ser amada e respeitada. Ninguém tem o direito de manipular, machucar ou tirar a vida de um semelhante. O homem e a mulher foram criados para viver o amor, a verdade, enfim o respeito mútuo. Amar o próximo é amar a Deus.

O homem e a mulher serão capazes de viver esta dimensão divina de suas vidas somente tendo a experiência do amor de Deus. Não estou falando somente de ter uma religião. A experiência de Deus é algo que antecede a religião. A religião é uma consequência da resposta ao amor de Deus. Quando falta o amor ficamos apegados ao exterior da religião, não vivendo o essencial. Deus é amor! O apóstolo São Paulo revela em  1Cor 13,8:” A caridade jamais acabará. As profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência findará …”. O ser humano sem o amor de Deus se brutaliza. Tiremos Deus e surgirão falsos deuses.

Se reconhecemos o homem e a mulher como pessoas criadas por Deus, o fruto deste amor é a família. É através dela que vivemos de modo visível o projeto de Deus. A família é a alavanca para uma sociedade melhor. É necessário ajudar as crianças, jovens e adultos a descobrirem este significado sagrado da importância da família.

A família construída na rocha do amor de Deus é capaz de superar todas as dificuldades e formar pessoas com valores saudáveis para um mundo melhor.

Oração da família

Senhor, nosso Pai,
Tu quiseste que o Teu Filho
nascesse e crescesse
no seio de uma família como as outras.
Assim, ao longo de uma vida simples,
Ele aprendeu, pouco a pouco
de José e de Maria
a tornar Se adulto
e a descobrir a sua missão.

Por isso, Senhor, nosso Pai,
nós Te pedimos que as famílias de hoje
sejam fortes, estáveis e vivam em harmonia.
Que cada um atinja o pleno desenvolvimento
na alegria de estar juntos, até ao perdão.
Que elas escutem todos os apelos
vindos de fora.

Pai, tu que és todo Ternura,
concede às famílias feridas pela doença,
o luto, a divisão ou a ruptura,
a coragem de continuarem a crescer
e a esperar em Ti,
sem nunca perderem a confiança um no outro.

Que cada família acolha o Teu Espírito
e, dia após dia, d’Ele receba a inspiração.
Isto é vital para a Igreja.
Isto é vital para o mundo.