O Diabo e a tentação

agosto 12, 2011

Apesar de algumas pessoas tentarem negar, o diabo existe! A Bíblia nos adverte 431 vezes sobre esta terrível realidade, 85 vezes fala de espíritos impuros. Sem contar as vezes em que usa os termos : inimigo de Deus, inimigo nosso.

A Bíblia não hesita em apresentar a vida como uma luta, uma guerra contra os demónios. Infelizmente, alguns cristãos, pelos motivos mais diferentes, preferem não tocar neste assunto. Quanto menos falamos, mais o demónio espalha sua destruição e mentiras.

Paulo VI afirma categoricamente: “Sabemos, portanto, que este ser mesquinho e perturbador [o diabo] existe realmente, e que ainda atua com astúcia traiçoeira;é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

João Paulo II em 24 de maio de 1987., no santuário de São Miguel Arcanjo no monte Gargano, disse: “o demónio continua vivo e ativo no mundo”

Neste sentido é importante recordar o alerta de Paulo VI: “Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás.”

Como nos defender?

É importante saber que o demónio age de modo ordinário, isto é comum, e de modo extraordinário, para atingir tanto cristãos praticantes, e como a sociedade em um todo. A sua tática é levar os homens a se rebelarem contra Deus.

Primeiro ataca de modo ordinário, isto é, o modo mais comum. Este ataque vem pela tentação. O demónio não tem o poder de obrigar os homens a fazer ou deixarem de fazer algo; por isso procura convencê-los para que se deixem conduzir pelo seu mal. Ele tem como objetivo levar o homem a ruína espiritual; propondo um mal sob a aparência de um bem, procurando arrastá-lo ao desejo desse mal, isto é, ao pecado.

A primeira das tentações é contra o amor: leva a pessoa a destruir os laços familiares, separa amizades, semeia a desunião na Igreja. Ele faz isso para trazer desordem na sociedade, começando pela família.

A segunda das tentações é a cobiça, isto é, o desejo desenfreado de possuir coisas. A cobiça esquece o valor da verdade, justiça e honestidade.

E a terceira tentação é a soberba, que é a pretensão de ser melhor que os outros. Este foi o pecado de Lúcifer, o chefe dos demónios, julgava-se tão perfeito, ao ponto de imaginar que não precisava de Deus. Quantas vezes o demónio tenta nos levar a diminuir os outros, dando-nos a impressão que estamos sempre certos. E assim algumas pessoas passam a ser nossa inimigas.

Qual deve ser a nossa reação?

O melhor de todos os conselhos foi dado por Jesus aos apóstolos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26,41)

A primeira arma é a oração: pessoal, familiar e com a Igreja. Nossas casas tem que ser pequenas igrejas, unidas a Igreja de Cristo.

A Eucaristia tem que estar no centro de toda a caminhada espiritual. Aí Jesus se oferece como luz, alimento e remédio. A missa dominical é a coroa de toda a semana, e feliz de quem tem a possiblidade de participar também durante a semana. A visita ao Santíssimo Sacramento, no mínimo uma vez por semana, é uma fonte de muitas graças. Evidentemente, o estado de vigilância também é mantido por meio do sacramento da reconciliação

Entre a muitas armas de oração temos o terço de Nossa Senhora, também chamado de pequeno exorcismo, por uma oraçao simples onde repetimos aquilo que mais o demônio teme: a Palavra de Deus.

Os exorcistas aconselham o uso dos sacramentais: água, sal, óleo e vela. 

É claro que é necessário estar atentos ao que vemos, ouvimos e falamos, pois estas são portas por excelência usadas pelo demônio para nos seduzir com suas tentações. Pelos nossos sentidos, o coração é envenenado, a mente corrompida, as palavras tornam-se duras e a ação leva-nos à queda. E neste momento nos afastamos de Deus, pois Ele habita onde reina o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.

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Eucaristia: o maior milagre!

junho 17, 2011

A festa de Corpus Christi é a ocasião oportuna para de um modo público, em nossas praças e ruas, testemunhar a nossa fé na certeza da presença real de Jesus na Eucaristia.

 Esta maravilha tão sublime e elevada, através da qual o Senhor se doa em alimento e remédio,para quem o recebe com fé, aconteceu na 5º feira Santa.

 Neste dia, Jesus, deu aos apóstolos a grande missão de continuarem a celebrar a ceia através dos tempos, ordenando: “Fazei isto em memória de mim.”

 Ao dizer fazei isto esta indicando uma realidade forte. Quando se celebra a eucaristia, não se trata de uma recordação ou representação simbólica, mas um ato a cumprir.            

 Deste modo, cremos, que depois do sacerdote ter invocado o Espírito Santo, e repetido as palavras do Senhor na última ceia, o pão e o vinho se tornam o Seu Corpo e Sangue.

 No discurso do pão da vida, Jesus é muito claro a este respeito, ao afirmar em Jo 6,51: “E o pão, que eu hei de dar, é a minha carne para a salvação do mundo.”

 A cada missa acontece o maior de todos os milagres, e a mais importante de todas as aparições.O próprio Jesus se faz presente para encher com a sua glória e poder, o lugar onde se celebra a   Eucaristia, como também a cada pessoa presente neste momento tão sagrado e sobrenatural.          

 De todos os sacramentos, a Eucaristia, é o mais comovente, porque é aqui que Jesus Cristo nos mergulha no amor da sua entrega total realizada na cruz.

 Em 1Pdr 2,24 lemos: “Carregou os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro para que, mortos aos nossos pecados, vivamos para a justiça. Por fim, por suas chagas fomos curados”

 A cada eucaristia torna-se presente este efeito da cruz. São Paulo em 1Cor 11,24, revela importantes gestos e palavras de Jesus durante a ceia:“e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto é o meu corpo, que é entregue por vós…”

 Onde foi partido e entregue  o Corpo de Cristo?  Na cruz.

 Em 1Cor 11,25 também esta revelado:“Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim.”

 Ao falar  Nova Aliança, recorda a Antiga Aliança do passadoonde existia o sacrifício de animais.

 Onde Jesus foi sacrificado e derramou o Seu sangue precioso? Na cruz.

 Por isso, a eucaristia é a maior fonte de cura para todas as dimensões da nossa vida. São Pedro nos disse: por suas chagas fomos curados.

 Quando participamos da santa missa, entramos em um mundo espiritual, que esta fora do tempo material, e se transforma na melhor hora de Deus para a nossa vida. Não podemos esconder tão grande tesouro e fonte de milagres.

 A missa de Corpus Christi, com a procissão e benção, é uma é uma oportunidade especial para avivar a nossa fé no amor de Deus. É Jesus em pessoa, que não fica restrito as paredes de uma igreja, mas que passa no meio do povo, e santifica nossas ruas com a sua presença.

 Jesus vivo vai passar próximo de você, coloque em ação o poder da fé,e com certeza você experimentará a benção de Deus agindo em sua vida.

Eleve o seu coração com o tocante Panis Angelicus na interpretação de Andrea Bocelli:

Panis_Angelicus_-_Andrea_Bocelli

 

 ORIGEM DA FESTA DE CORPUS CHRISTI

Sua origem esta ligada a dois fatos do século XIII:

 – As revelações feitas a Santa Juliana de Liege, onde Nosso Senhor Jesus Cristo pedia uma festa pública dedicada a Eucaristia. Nesta época era sacerdote, nesta diocese da Bélgica, o futuro papa Urbano IV.

 – o Milagre Eucarístico de Bolsena (Itália), acontecido em 1263

 O sacerdote Pedro de Praga fazia uma peregrinação à Roma. Nessa viagem, parou para pernoitar na vila Bolsena, não longe de Roma e se hospedou na Igreja de Santa Catarina. Na manhã seguinte, foi celebrar uma missa e pediu ao Senhor que tirasse da sua mente as dúvidas sobre a Sua presença real na Eucaristia. Era difícil para ele acreditar que no pão e no vinho, estava o Corpo de Cristo.

 Na hora em que ergueu a hóstia, esta começou a sangrar (sangue vivo). Ele assustado, embrulhou a hóstia e voltou à sacristia e avisou o que estava acontecendo. O sangue escorria, sujando todo o chão no qual apareciam vários pingos.

O milagre foi informado ao Papa Urbano IV, que estava em Orvieto, que mandou um bispo a essa vila verificar a veracidade de tal fato.

 O bispo viu que a hóstia sangrava e o chão, o altar e o corporal (toalha branca do altar) estavam todos manchados de sangue. Imediatamente organiza uma procissão para levar o corporal do milagre à presença do papa.

O Papa resolve ir ao encontro da procissão. Quando o bispo mostra o corporal manchado de sangue, o papa se ajoelha e diz: “Corpus Christi” (Corpo de Cristo)!”

 Em 1264, o papa Urbano IV, estendeu a festa para toda a Igreja, pedindo a Santo Tomás de Aquino que preparasse as leituras e textos litúrgicos que, até hoje, são usados durante a celebração.

 

 

 


Deus cura hoje

março 26, 2011

Quando as pessoas me perguntam se eu acredito na cura das enfermidades, a minha resposta é afirmativa. Por que eu acredito? Quando abro os evangelhos tenho diante dos meus olhos o testemunho e a pregação de Jesus. Ele foi o maior ministro de cura de todos os tempos.

 O papa Bento XVI  ensina “os Evangelhos atestam que Jesus anuncia a Palavra e realiza curas de doentes.” E de fato, quase um quinto dos evangelhos é dedicado ao ministério de cura de Jesus.

 Bastava o povo saber da presença de Jesus e aí aconteciam milagres:

                                                                                                                                                                                                     Mc 6,56

“Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos.”

 Ele curava porque estava cheio de misericórdia, e se preocupava com os doentes e sofredores. A pregação de Jesus era sempre acompanhada pela manifestação de conversões, curas e milagres.

 Quando se fala de cura é necessário lembrar de todas as suas dimensões: a cura das doenças do corpo, da mente e do espírito. Jesus nos cura por inteiro:  cura nosso ser total.

 Ele ensinou aos seus discípulos que pregar o evangelho, significa salvar quem esta perdido, libertar quem esta oprimido por alguma força maligna, curar quem esta doente. Lemos em Lc 9,1: “Reunindo Jesus os doze apóstolos, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios, e para curar enfermidades.” Os discípulos receberam a ordem para continuar a pregar e curar.

 Os primeiros cristãos oravam para que o Senhor confirmasse a pregação com conversões, curas e outros sinais de poder.

 Um exemplo desta verdade a encontramos em Atos 4,29-30: “Agora, pois, Senhor, olhai para as suas ameaças e concedei aos vossos servos que com todo o desassombro anunciem a vossa palavra. Estendei a vossa mão para que se realizem curas, milagres e prodígios pelo nome de Jesus, vosso santo servo! ” Este é o retrato do cristão cheio do Espírito, ora com confiança e ousadia.

 Hoje são poucos os que ousam orar com fé em favor dos enfermos. Não devemos ter medo de orar e acreditar que Deus cura ainda hoje.

 Tenha sempre presente a promessa de Jesus em Mc 17,17-18: “Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, 18. manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão as mãos aos enfermos e eles ficarão curados.” Estas palavras dão de um modo evidente a confirmação que a oração pelos doentes faz parte da missão confiada por Jesus à Igreja.

 Se Jesus ordenou eu tenho que orar, não posso privar o povo de ser abençoado. Eu vou orar e Ele vai agir. Eu serei o instrumento, Ele curará. Agradeço a Deus por tocar os doentes com a sua benção restauradora.

É o que aconteceu no dia 6 de Março de 2011 em nosso Louvor de Carnaval: Um senhor (Osvaldo Ruivo, Jardim das Palmas, cidade de Sao Paulo), tinha manchas escuras pelo seu corpo e também sofria de um derrame ocular. Durante a oraçao de cura foi revelado que uma pessoa com  manchas no corpo estava sendo curada, como também o problema do olho direito. No dia seguinte a pele, depois de anos de manchas, estava novamente normal, e não tinha mais nada no olho direito. Este é um sinal de que Deus ainda cura quem o busca de todo o coração. Louvado seja o nosso Deus pelas suas maravilhas.

 

Polêmico Roteirista de Hollywood revela sua conversão ao Catolicismo

Joe Eszterhas é um roteirista de cinema conhecido em Hollywood como o criador do “thriller erótico”, um gênero composto por filmes escuros que combinam o sexo e a violência. Em uns dias publicará seu mais recente livro no que narra sua assombrosa conversão ao Catolicismo.
Eszterhas se fez milionário por escrever os roteiros de filmes bem sucedidos como Basic Instinct, Showgirls e Jagged Edge, todas conhecidas por seu explícito conteúdo sexual. Além disso foi editor da revista Rolling Stone.

O escritor, nascido em 1944, cresceu em campos de refugiados na Hungria depois da Segunda guerra mundial até que chegou com sua família a Cleveland. Estados Unidos. Trabalhou como repórter de notícias policiais, cobrindo incontáveis tiroteios e brigas urbanas.
Nesse tempo, conta que sua vida era muito escura, cheia de morte, assassinatos, crímes e caos, o que marcou sua posterior carreira de roteirista.
No verão do ano 2001, Eszterhas foi diagnosticado com câncer de garganta. Deveu submeter-se a uma delicada cirurgia e recebeu a ordem médica de deixar o álcool e o tabaco. Eszterhas tinha 56 anos, sempre teve um estilo de vida meio louco e sabia que mudar seus hábitos não seria fácil.

Um dia, que Eszterhas descreve como “infernalmente caloroso”, estava caminhando pela rua quando se deu conta que sua vida tinha tocado fundo.
“Estava virando maluco. Estava muito nervoso. Tremia. Não tinha paciência para nada. Cada terminação nervosa demandava um gole e um cigarro”, recorda.
Sentou-se no chão, começou a chorar e de repente começou a rezar. “Por favor, Deus, me ajude”, disse.

Nesse momento, percebeu que não rezava desde menino. “Não podia acreditar o que dizia. Não soube por que o tinha dito. Nunca antes o fiz”, lembra.
Imediatamente, Eszterhas se sentiu sobressaltado por um sentimento de paz e se acabaram seus tremores. Nesse momento, tal como aconteceu com Saulo a caminho de Damasco, viu “uma luz brilhante, deslumbrante, quase me deixava cego e me fez cobrir meus olhos com as mãos”.
Para Eszterhas, esta experiência foi determinante. Deixou de duvidar sobre poder viver sem tabaco nem álcool, ou seja que podia vencer-se a si mesmo e triunfar.
Nesse momento começou seu caminho de volta à Igreja mas o escândalo sexual que afetou duramente aos católicos nos Estados Unidos se converteu em um escolho para terminar seu retorno. Por isso optou por assistir a serviços não denominacionais, mas finalmente se convenceu de que não podia deixar de ser católico.

“A Eucaristia e a presença do corpo e sangue de Cristo está em minha mente e é uma experiência assustadora. A Comunhão é poderosa e é quase um sentimento celestial”, afirma.
Ainda agora recebe ofertas para escrever roteiros sobre temas sinistros. Entretanto, assegura que gastou muita vida explorando o lado escuro da humanidade e não quero voltar a isso nunca mais”.

“Minha vida mudou desde que Deus entrou em meu coração. Não me interessa a escuridão. Tenho quatro filhos formosos, uma esposa a quem adoro, adoro estar vivo e curto cada momento de minha vida. Minha visão se iluminou e não quero retornar a esse lugar escuro”.
No último ano, os médicos lhe deram de alta e assegura que venceu o câncer graças ao que ele considera um milagre. Este é o motivo pelo qual escreveu seu novo livro titulado “Crossbearer: A memoir of faith” (Portador de Cruz: Uma lembrança de fé), para dar graças a Deus e lhe contar ao mundo o que Ele fez em sua vida.

Fonte: ACI Digital
Local:WASHINGTON DC

 

 

 


POLÍTICA É COISA DO DIABO?

setembro 16, 2010

 

 Estamos nos aproximando de mais uma eleição. E surgem os profetas de plantão afirmando: “A política é coisa do diabo!”. A primeira vista, diante de tantos escândalos de corrupção, somos tentados a acreditar nesta afirmação. O grave é que a maioria da população não tem acesso a informação ou não entende o que de fato esta acontecendo. As campanhas políticas passam a impressão de que estamos no país de Alice das maravilhas. Todos tem a solução para os problemas da educação, saúde, segurança, salário, previdência social….. Passa a eleição e os compromissos de campanha são esquecidos. É como se dissessem “o povo tem memória curta”.

Como homens e mulheres de fé é importante jamais esquecer o fato de que Deus nos constituiu como administradores de sua obra: “O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo.” Gn 2,15). Um dos meios é a ação política. Ela se realiza em duas dimensões: os políticos e os eleitores. Os políticos são eleitos para governar em nome do povo e a favor do povo. Em Prov 29,2 lemos: “Quando dominam os justos, alegra-se o povo; quando governa o ímpio, o povo geme.”

Nosso Senhor Jesus Cristo ensina: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha  ”(Mt 5,13-14). A consciência da responsabilidade de cuidar da obra de Deus é do político, e do eleitor. Não basta votar. O eleitor tem que acompanhar os atos de quem elege. Como? Sem dúvida alguma como ensina São Paulo: “Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador.” (1Tm 2,1-3). Além do acompanhamento espiritual, é necessário manter-se atualizado a respeito  das idéias e projetos apresentados em favor do povo. Isso não pode acontecer somente na época das eleições.

 

Você lembra em quem votou nas últimas eleições? O que ele fez realmente, e não o que diz que fez?

Por que você vai votar neste ou naquele candidato? Você o conhece, é honesto?

Quais as propostas de mandato? São realidade ou somente “promessas”?

 

Política “é uma das mais altas expressões do amor” (Pio XI).

“Política é uma maneira nobre e exigente deservir ao próximo” (Paulo VI)

 Política é “uso legítimo do poder para alcançaro bem comum da sociedade” (João Paulo II);

 “A sociedade justa não pode ser obra daIgreja; deve ser realizada pela política. Mas toca à Igreja, e profundamente,o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem.” (Bento XVI).

  A política “define os meios e a ética das relações sociais” (Puebla)

 A política “é uma forma sublime de exercer a caridade” (CNBB)

 

ORAÇÃO DO CRISTÃO NA POLÍTICA

Deus  da  vida   e  Senhor da   história,

Pai de todos  nós, em vosso Filho Jesus

Cristo, pela  força do  Espírito  Santo,

Já vencestes o pecado, a escravidão e a morte.

 Queremos fazer da política, direito e dever

da  cidadania, um serviço à vida e à

libertação Integral de todos.

 Concedei-nos construir um  Brasil novo,

na convivência fraterna, no respeito às diferenças,

sem  exclusão  e  sem  privilégios, onde  se

abracem a justiça e a paz.

 Que os valores do vosso Reino orientem

sempre mais as decisões e a ação política

em nosso país!

 É o que pedimos junto com a intercessão de Maria Santíssima.

 Por Nosso Senhor Jesus Cristo,

Na unidade do Espírito Santo. Amém


A maravilha da oração

julho 22, 2010

 

Uma das descobertas que fazemos na oração é que, quanto mais nos aproximamos de Deus, mais perto ficamos de todos os nossos irmãos e irmãs da família humana.
 

Deus não é um Deus privado. O Deus que mora no nosso santuário íntimo é também o Deus que mora no santuário íntimo de cada ser humano.

Reconhecendo a presença de Deus no nosso próprio coração, podemos também reconhecer essa presença no coração dos outros, porque o Deus que nos escolheu a nós como lugar de habitação também nos dá a capacidade de ver o Deus que habita nos outros. 

Se virmos só demónios dentro de nós mesmos, também só veremos demónios nos outros. Mas, quando vemos Deus dentro de nós, também podemos ver Deus nos outros.

Tudo isto poderá parecer sobremaneira teórico, mas, se orarmos, experimentaremos cada vez mais que somos parte da família humana, infinitamente atraída por Deus que a todos nos criou para partilhar da sua luz divina.

Com frequência, perguntamo-nos o que é que podemos fazer pelos outros, especialmente por aqueles que mais necessidades sentem. Não é nenhum sinal de fraqueza dizermos: «Devemos rezar uns pelos outros.»
 

Rezar uns pelos outros é, antes de mais, reconhecer, na presença de Deus, que pertencemos uns aos outros como filhos do mesmo Deus. Sem este reconhecimento de solidariedade humana, o que fizermos uns pelos outros não nascerá do que realmente somos.

Somos irmãos e irmãs, e não competidores ou rivais. Somos filhos de Deus, não seguidores de diferentes deuses.

Orar, isto é, escutar a voz daquele que nos trata como «muito amados», é aprender que essa voz não exclui ninguém.

Onde eu moro, Deus mora comigo e onde Deus mora comigo encontro todos os meus irmãos e irmãs.

E assim, a intimidade com Deus e a solidariedade com toda a gente são dois aspectos inseparáveis do mesmo viver, no momento presente.

Henri Nouwen, em “Aqui e Agora”

Oração ao Espírito Santo

Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande,
Aberto à Vossa silenciosa
E forte palavra inspiradora,
Fechado a todas as ambições mesquinhas,
Alheio a qualquer desprezível competição humana,
Compenetrado do sentido da santa Igreja!
Um coração grande,
Desejoso de tornar-se semelhante
Ao Coração do Senhor Jesus!
Um coração grande e forte
Para amar todos,
Para servir a todos,
Para sofrer por todos!
Um coração grande e forte
Para superar todas as provações,
Todo tédio, todo cansaço,
Toda desilusão, toda ofensa!
Um coração grande e forte,
Constante até o sacrifício,
Quando for necessário!
Um coração cuja felicidade
É palpitar com o Coração de Cristo
E cumprir humilde, fiel e virilmente
A vontade do Pai.
Amém
Autor: Papa Paulo VI.


Renova Renovação!

julho 2, 2010

 

 “O surgimento da Renovação na seqüência do Concílio Vaticano II foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. Certamente um dos os resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade…”       João Paulo II

Se perguntassem para mim: Qual a maior necessidade da renovação carismática católica? Eu responderia: voltar ao espírito do início da ação do Espírito Santo. Voltar ao espírito do início não significa ficar no passado, e sim recuperar o mesmo entusiasmo e ardor pelo Reino de Deus.

 O risco de todos os avivamentos é com o tempo se institucionalizarem além do necessário, e como conseqüência perderem o dinamismo da liberdade do Espírito. E isso é esquecer o propósito de Deus ao conceder “esta nova chance para a Igreja”, segundo palavras de Paulo VI, em um dos seus encontros com dirigentes da renovação carismática.

 A renovação carismática nasceu para manter viva a consciência de que a Igreja é chamada a um contínuo Pentecostes. Este era o desejo de João XXIII ao convocar o Concílio Vaticano II. No final da carta de convocação dos bispos escreveu: “Renova em nossa época os prodígios de um novo Pentecostes…”.

 Uma das respostas a esta oração do sucessor de Pedro, aconteceu em um final de semana de fevereiro de 1967. Um grupo de estudantes da universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, se reuniu para um retiro. A finalidade era rezar e estudar o livro de Atos dos Apóstolos. Na noite do sábado acontece a experiência maravilhosa do batismo no Espírito, e a manifestação espontânea dos carismas.

 Estes jovens foram o instrumento para uma verdadeira revolução espiritual na Igreja católica, segundo alguns, somente comparada ao Pentecostes da sala do cenáculo de Jerusalém.

 A renovação carismática mostrou a sua força pela simplicidade. Sem recursos de nenhuma espécie, apoiando-se unicamente na riqueza do Espírito Santo, contando com a intercessão de Maria, assumiu a missão de anunciar com paixão o evangelho.

 As sementes foram os pequenos grupos de oração. No início aconteciam nas casas, e quando era permitido em alguma sala das paróquias. A característica era o fervor, louvor, exercício dos carismas, amor a Palavra. O clima era de fraternidade, todos se sentiam realmente irmãos em Jesus Cristo. E o importante, as pessoas não perdiam por nada estas reuniões cheias de poder. Todos eram ocupados, mas tinham sido tocados pelo fogo do Espírito, por isso não faltavam. Vinham como estavam, e saiam renovados. Não perdiam nenhuma ocasião para testemunhar a transformação de suas vidas. E isso conquistava mais pessoas, sem uma estratégia de propaganda. Era a confiança na obra do Espírito Santo.  

 Não podemos esquecer dos seminários de vida no Espírito. Eu vi seminários de vida começarem com alguns bancos cheios e encerrarem em catedrais ou teatros lotados. Eu preguei durante anos (junto com Pe. Eduardo, Padre Jonas, a saudosa tia Laura…) no Estádio do Morumbi com 150.000 participantes. Não estou falando somente de números, mas da obra de multiplicação quando estamos na dependência de Jesus, guiados pelo Espírito Santo. Eram dias de abertura à Palavra, restauração de vidas, cura de enfermidades, libertação do mal. E o interessante pouca estrutura, e infinita entrega voluntária dos servos.

 O Espírito Santo não necessita de ajuda e sim de docilidade às suas inspirações. Voltar ao início significa não cair na armadilha de “modismos” ou “estratégias” passageiras. Exige a coragem de entregar a vida a Jesus, romper como pecado, acender o fogo do Espírito no coração, e ser testemunha das maravilhas de Deus. E tudo mais será dado em acréscimo.

 

Vem Espírito Santo, Inunda-nos!

Espírito do Pai, vivifica-nos!
Espírito do Filho, salva-nos !
Amor eterno, abrasa-nos,
Com Teu fogo, infama-nos,
Com Tua luz, ilumina-nos.
Fonte viva, sacia-nos,
De nossos pecados, purifica-nos.
Por Tua unção, robustece-nos,
Com Teu consolo, recreia-nos,
Com Tua graça, guia-nos
E protege-nos com Teus anjos.
Não consistas jamais separar-nos de Ti
E ouve nossa oração, Deus Espírito Santo.
Toca-nos com Teu dedo
E infunde-nos a torrente de virtudes.
Fortalece-nos com Teus dons,
Deleita-nos com Teus frutos.
Guarda-nos do inimigo mau,
Unge-nos para o combate derradeiro,
Ampara-nos na hora da morte.
Chama-nos, então, para junto de Ti,
Para louvar toda a eternidade,
O Pai, o Filho e a Ti,
Com todos os santos, ó doce Consolador.
Amém.


Diário de uma peregrinação parte 3

maio 14, 2010

Dia 13 de maio de 2010

Este é o grande dia da aparição de Nossa Senhora aos três pastorinhos de Fátima. A cidade esta ainda mais repleta de peregrinos.  As motivações não faltam: dia da primeira aparição, dez anos da beatificação de Jacinta e Francisco, e para coroar tudo, a presença de um peregrino ilustre, o querido papa Bento XVI.

O céu esta nublado e cai uma garoa contínua. Vejo as pessoas com os seus guarda-chuvas e capas, caminhando apressadamente para o Santuário. Também visto uma roupa para me proteger da chuva e frio. No coração levo os meus pedidos pessoais,  e de todas as pessoas que se recomendaram as minhas orações. Hoje o céu esta em festa.  A presença da multidão para celebrar a aparição é sinal de estarem atendendo ao apelo da Virgem Maria. A missa é a maneira excelente para também viver  o pedido de Maria nas bodas de Caná: “ Fazei tudo o que Ele – Jesus – vos disser.” Este é um dia para crer e receber milagres!

No caminho para a esplanada do Santuário fico sabendo que o papa passaria onde eu estava. Resolvi ficar para vê-lo bem próximo. O cortejo papal avança lentamente, o sorriso contagiante do sucessor de Pedro comove a todos. Ele para por alguns instantes para beijar e abençoar uma criança. A multidão vibra durante a sua passagem até a capelinha das aparições. Aí irá se paramentar. Tremulam as bandeiras de Portugal e outros países. Começa a procissão de entrada com a imagem de Fátima.

O papa sobe as escadarias para chegar ao altar diante do santuário velho. Quando se volta para agradecer a recepção calorosa, recebe uma nova aclamação. Ninguém se contém. No rosto de todos se vê a alegria pela presença deste homem extraordinário. Ele nos ajuda a crer com o coração e a razão.

Olho para o céu, e as nuvens deram lugar para o céu aberto com sol! Passada a emoção,  a  maioria das pessoas demonstra reverência e piedade para participar da santa missa.

Os pastorinhos tinham um carinho todo especial pelo papa. Por isso, a presença de Bento XVI é também um presente espiritual a estas crianças tão generosas e cheias de fé.