Os malefícios existem?

agosto 19, 2011

Uma das dúvidas mais comuns de muitos cristãos é: existe a possibilidade de uma pessoa realizar uma obra do mal para prejudicar alguém? Lamentavelmente, a resposta é afirmativa.Trata-se da realidade dos malefícios.

 O malefício é o desejo de provocar o mal em uma pessoa, com a intervenção do demônio. Se a pessoa não é capaz de agir diretamente, procura feiticeiros ou magos.

Nunca como em outros tempos, cresceu tanto a magia, ocultismo, bruxaria, culto do diabo, cartomantes… Alguns vão a estes lugares sem má intenção, fazem isto por não conhecerem quem de fato é Deus.

 O alerta de Deus, sobre o que sucede a quem se dá a estas práticas: “Não vos dirijais aos espíritas nem aos adivinhos: não os consulteis, para que não sejais contaminados por eles. Eu sou o Senhor, vosso Deus.”( Lv 19,31). Estas palavras revelam que existe o risco de expor-se à influência maligna ou possessão para quem busca a magia, seitas satânicas, consulta aos mortos, adivinhação do futuro…

 Por outro lado, existem aqueles que buscam os magos e feiticeiros, com o propósito já definido: querem prejudicar a vida pessoal, familiar ou profissional de alguém.

Por meio do malefício desejam separar um casal, e talvez atrair uma das pessoas para si, trazer tristeza, doenças, problemas financeiros, e inclusive a própria morte.

 Os meios para alcançar este fim são os mais diferentes:

 – levar aos feiticeiros ou magos artigos pessoais ou fotografia da pessoa a quem se deseja fazer o mal.

– dar objetos, alimento, líquidos consagrados ao maligno, ou colocá-los em algum lugar sem que a pessoa saiba.

 O malefício tem espaço para agir onde encontra o pecado, medo e ignorância. Em 1 Pdr 5,8-9 lemos: “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar.Resisti-lhe fortes na fé…” O demônio somente agirá se encontrar a brecha para entrar.

 A vigilância começa com o que vemos, ouvimos,falamos. O pecado vem da desobediência a Deus, e o medo da falta de conhecimento e experiência do amor de Deus.

 Também é importante não abrir espaço para nenhum tipo de superstição. É necessário acreditar que Deus é capaz de cuidar de nós.

 Por isso, a oração e a Palavra de Deus tem que ser o alimento diário. A confissão o escudo para não permitir que o demônio tenha como nos acusar.Ter na Eucaristia o encontro com Jesus, fonte de todas as  graças. E sem dúvida alguma contar com a intercessão da doce Virgem Maria, por meio da devoção do santo terço.

 Um conselho importante: conservar em casa e trazer junto de si objetos abençoados pela Igreja (crucifixo, medalhas, escapulário..)

 Podemos acrescentar o uso de sacramentais  como: Água, óleo e sal bentos.

 A última questão:

 O que fazer com objetos consagrados ao maligno?

 Um gesto muito simples: Aspergi-los com água benta e queimá-los fora de casa. Enquanto estiverem queimando pedir a proteção do sangue de Jesus. A seguir jogar as cinzas em água corrente, e lavar as mãos com água benta.

 Oração Contra todos os Malefícios

Senhor tende piedade de mim
Senhor tende piedade de mim

Cristo tende piedade de mim
Cristo tende piedade de mim

Senhor tende piedade de mim
Senhor tende piedade de mim

Deus de Todo Poder, Soberano dos séculos, Tu que estás em todos os lugares, e conheces tudo; Tu que fizeste tudo e que tudo transformas com a tua soberana vontade; Tu que na Babilônia salvaste os três jovens da fornalha ardente ficando entre eles e o fogo; Tu que és médico e remédio das nossas vidas; Tu que és auxílio de todos os que te buscam de todo coração, torna em vão, afasta e põe em fuga cada força diabólica, cada presença e trama satânica, assim como cada influência maligna, maldade ou desejo de mal vindo de pessoas maléficas. Faz que em troca da inveja e dos malefícios eu receba a abundância dos bens, força, sucesso e caridade;

Tu, Senhor que amas os homens, estende as tuas mãos poderosas e os teus braços altíssimos para socorrer-me e visitar-me com a tua proteção e bênção.

Manda o teu anjo de paz acampar em minha volta para defender-me de toda força ruim, veneno e maldade das pessoas invejosas.

Na certeza do teu auxílio posso com gratidão dizer:

“Não terei medo do mal porque sei que estás comigo, Tu és o meu Deus, minha força, Senhor poderoso, Senhor da paz e proteção para sempre.”

Tudo isso eu também te apresento pela intercessão da Virgem Maria, dos arcanjos São Miguel, Gabriel e Rafael e de todos os santos.
Amém.

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O Diabo e a tentação

agosto 12, 2011

Apesar de algumas pessoas tentarem negar, o diabo existe! A Bíblia nos adverte 431 vezes sobre esta terrível realidade, 85 vezes fala de espíritos impuros. Sem contar as vezes em que usa os termos : inimigo de Deus, inimigo nosso.

A Bíblia não hesita em apresentar a vida como uma luta, uma guerra contra os demónios. Infelizmente, alguns cristãos, pelos motivos mais diferentes, preferem não tocar neste assunto. Quanto menos falamos, mais o demónio espalha sua destruição e mentiras.

Paulo VI afirma categoricamente: “Sabemos, portanto, que este ser mesquinho e perturbador [o diabo] existe realmente, e que ainda atua com astúcia traiçoeira;é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

João Paulo II em 24 de maio de 1987., no santuário de São Miguel Arcanjo no monte Gargano, disse: “o demónio continua vivo e ativo no mundo”

Neste sentido é importante recordar o alerta de Paulo VI: “Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás.”

Como nos defender?

É importante saber que o demónio age de modo ordinário, isto é comum, e de modo extraordinário, para atingir tanto cristãos praticantes, e como a sociedade em um todo. A sua tática é levar os homens a se rebelarem contra Deus.

Primeiro ataca de modo ordinário, isto é, o modo mais comum. Este ataque vem pela tentação. O demónio não tem o poder de obrigar os homens a fazer ou deixarem de fazer algo; por isso procura convencê-los para que se deixem conduzir pelo seu mal. Ele tem como objetivo levar o homem a ruína espiritual; propondo um mal sob a aparência de um bem, procurando arrastá-lo ao desejo desse mal, isto é, ao pecado.

A primeira das tentações é contra o amor: leva a pessoa a destruir os laços familiares, separa amizades, semeia a desunião na Igreja. Ele faz isso para trazer desordem na sociedade, começando pela família.

A segunda das tentações é a cobiça, isto é, o desejo desenfreado de possuir coisas. A cobiça esquece o valor da verdade, justiça e honestidade.

E a terceira tentação é a soberba, que é a pretensão de ser melhor que os outros. Este foi o pecado de Lúcifer, o chefe dos demónios, julgava-se tão perfeito, ao ponto de imaginar que não precisava de Deus. Quantas vezes o demónio tenta nos levar a diminuir os outros, dando-nos a impressão que estamos sempre certos. E assim algumas pessoas passam a ser nossa inimigas.

Qual deve ser a nossa reação?

O melhor de todos os conselhos foi dado por Jesus aos apóstolos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26,41)

A primeira arma é a oração: pessoal, familiar e com a Igreja. Nossas casas tem que ser pequenas igrejas, unidas a Igreja de Cristo.

A Eucaristia tem que estar no centro de toda a caminhada espiritual. Aí Jesus se oferece como luz, alimento e remédio. A missa dominical é a coroa de toda a semana, e feliz de quem tem a possiblidade de participar também durante a semana. A visita ao Santíssimo Sacramento, no mínimo uma vez por semana, é uma fonte de muitas graças. Evidentemente, o estado de vigilância também é mantido por meio do sacramento da reconciliação

Entre a muitas armas de oração temos o terço de Nossa Senhora, também chamado de pequeno exorcismo, por uma oraçao simples onde repetimos aquilo que mais o demônio teme: a Palavra de Deus.

Os exorcistas aconselham o uso dos sacramentais: água, sal, óleo e vela. 

É claro que é necessário estar atentos ao que vemos, ouvimos e falamos, pois estas são portas por excelência usadas pelo demônio para nos seduzir com suas tentações. Pelos nossos sentidos, o coração é envenenado, a mente corrompida, as palavras tornam-se duras e a ação leva-nos à queda. E neste momento nos afastamos de Deus, pois Ele habita onde reina o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.


A importância do Batismo no Espírito Santo

julho 22, 2011

O acontecimento decisivo para a Igreja iniciar a missão recebida de Jesus deu-se por ocasião do seu batismo no Espírito. Todos os presentes no cenáculo de Jerusalém foram mergulhados ou imersos no poder do Espírito Santo. Esta experiência pentecostal passará a ser prática normal para a vida e crescimento da Igreja. O ensino bíblico e também da Igreja primitiva, não deixa margens para dúvidas: a vida cristã autêntica começa com a decisão de seguir a Jesus, que para se manter necessita do dom do Espírito Santo. O motivo é muito simples: Jesus é aquele “ que batiza no Espírito Santo” (Mt 3,11; Mc 1,8; Lc 3,16; Jo 1,33). A vinda do Espírito Santo em Pentecostes abriu as portas do cenáculo para a Igreja ser apresentada para o mundo com impacto “ veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso…”(Atos 2,2). Neste dia cumpriram-se as promessas de Jesus:

 “ Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto.”(Lc 24,49);

porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.”(Atos 1,5).

Nestas duas pequenas passagens observamos como Jesus fez questão de indicar para os discípulos a importância de estar “cheios do Espírito”. Ele não quer somente seguidores convencidos intelectualmente, bem preparados para executar trabalhos ou com boa vontade. 

O revestimento da força do alto ou o batismo no Espírito é a experiência de ser mergulhado no amor e poder de Deus, trazendo para a pessoa uma transformação interior marcante e uma coragem nova para anunciar o Evangelho: “ mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.”(Atos 1,8).

Pentecostes não foi um fim em si mesmo, isto é, uma experiência somente para aquele momento do início da Igreja. Pedro afirma à multidão reunida diante do cenáculo : “ a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe os apelos do Senhor, nosso Deus.” Atos 2,39). Estas palavras demonstram a consciência que para viver de um modo eficaz a fé, como autêntico discípulo de Cristo, é necessária esta plenitude do Espírito.


O operário alcoólatra que virou santo

julho 15, 2011

Matt Talbot nasceu na pobreza e começou a trabalhar como operário em Dublín, Irlanda, sendo ainda um menino. Não teve acesso a nenhum tipo de instrução. O ambiente familiar era dominado pelo vicio de beber do pai e alguns de seus irmãos. A mãe era uma fervorosa católica, que sofria em ver o estado de sua família.

Aos 12 anos começa a trabalhar em um local onde eram engarrrafadas cervejas. Aí começa o vício do álcool. Aos 16 anos era um alcoólatra crônico, que tinha como único prazer beber. Ao mesmo tempo, começou a se afastar de toda a prática religiosa. A mãe e uma das irmãs jamais o abandonaram, acreditavam que um dia Deus operaria um milagre em sua vida.

 O pai na tentativa de afastá-lo do vício da cerveja, o levou para trabalhar junto com ele nas docas do porto, onde, entre outras coisas, se ocupava com a importação diferentes bebidas alcóolicas. Foi o mesmo que cair na panela do diabo, pois da cerveja passou para as bebidas fortes.

 Quantas vezes entrava em casa sem os sapatos, porque os havia trocado por uma garrafa de bebida. Quando despertava de sua bebedeira sentia uma profunda vergonha ante Deus. Mas cada vez que chegava o dia do pagamento, ao ver-se com dinheiro, não tinha a força de vontade e sucumbia em  tentação. Seu alcoolismo chegou a ser crônico. Vendeu tudo o que tinha para sustentar  o seu vício.

 Repentinamente, quando já havia completado 28 anos, e já se notavam os sinais inconfundíveis da sua dependência ao álcool, tomou a decisão de abandonar o vício. Neste dia, jogou pela janela um copo com bebida e jurou nunca mais beber. Ninguém jamais soube os motivos desta sua inesperada transformação. Certamente não foi um mero cansaço ou repugnância, nem o medo da dependência física, mas uma ação profunda da graça de Deus.

 O dia de sua libertação da escravidão do vício do álcool ficou guardado para sempre em sua memória. Vestiu a sua melhor roupa, e se dirige ao Colégio de Santa Cruz, onde pede para falar com um padre. Faz uma confissão. O sacerdote o aconselha a fazer o seu voto por três meses. No dia seguinte participa da missa, comunga e sai renovado pela presença de Jesus. Matt reconhece na comunhão diária  o meio para receber a força espiritual para manter a decisão de não mais beber.

 O momento mais difícil para manter a sobriedade é a tarde, depois do trabalho. Para evitar a tentação, realiza passeios pela cidade. Não obstante, um dia entra em um bar cheio clientes. O garçom parece ignorar Matt, sentindo-se ofendido por essa desatenção, sai a toda pressa da sala, decidido a não pôr nunca mais os pés em um bar.

 Matt se dá conta de outra dificuldade: o álcool debilitou sua saúde e se cansa nos passeios para evitar a tentação dos bares. Passa então também a entrar em uma igreja e, de joelhos ante do sacrário, fica a rezar, suplicando a Deus que o fortaleça. Desse modo adquire o costume de freqüentar a casa de Deus, e visitar Jesus Sacramentado.

 Os três meses parecem intermináveis, pois as conseqüências da falta de álcool (alucinações, depressão e náuseas) tornam  esse tempo um verdadeiro calvário. Em alguns momentos, a antiga dependência torna-se violenta, como se fosse impossível resistir ao desejo de beber novamente. Usa como remédio lutar desesperadamente, prolongando suas orações. Um dia, voltando para casa desanimado, diz com tristeza a sua mãe: «É inútil, mamãe, quando se cumprirem os três meses voltarei a beber…». Ela como era uma mulher profundamente religiosa o conforta e anima a continuar rezando. Ele segue o conselho ao pé da letra, toma gosto pela oração e encontra nela sua salvação.

 Efetivamente, a oração ajuda a que saiamos de situações humanamente desesperadas. Para Deus tudo é possível (Mt 19, 26). São Alfonso María do Ligorio, doutor da Igreja, afirma: «A graça de orar se concede a todo mundo, de sorte que se alguém se perde carece de desculpa… Orem, orem, orem, e não abandonem nunca a oração, pois quem ora se salva certamente, quem não ora se condena certamente» (cf. CEC, 2744).

 Cumpridos os três meses, surpreso de ter «agüentado o gole», Matt renova seu voto por seis meses mais, ao término dos quais se comprometerá para sempre a não beber mais álcool. A oração da mãe e da irmã alcançou a graça implorada. A mudança foi total na vida de Matt, não se libertou somente do vício terrível do álcool, mas foi renovado em sua fé, voltando para Deus e a Igreja com entusiasmo.

 Pouco a pouco aprende a escrever para conhecer a doutrina cristã e ler os livros da vida dos grandes santos para poder crescer no seu amor a Deus. O sorriso nos lábios e a sua humildade o transformaram em um apóstolo no meio dos outros operários. Pelo seu exemplo de vida ajudou muitos colegas a saírem do vício e também a voltarem para a prática da religião.

 As armas para se manter firme na nova vida de filho de Deus foram  durante a vida inteira a Eucaristia diária, oração intensa, leitura espiritual, devoção mariana e dedicação ao trabalho. Sua jornada começava às duas da madrugada. De joelhos rezava até que os sinos chamavam para a missa; depois ia para trabalho e chegava entre os primeiros. Apesar de ganhar pouco ainda compartilhava com os mais pobres. Durante muitas noites cuidava algum amigo doente.

 Obteve a vitória. Viveu por 40 anos em completa sobriedade em união com Cristo até sua morte. Ele viveu intensamente a palavra do Senhor: “… o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.” (Mt. 11,12). Mas não se esqueceu dos que sofrem este terrível vício. “Nunca despreze a um homem que não pode deixar de beber”, disse a sua irmã em uma ocasião, “é mas fácil sair do inferno”.

 Matt Talbot é um modelo para todos os homens. Em um tempo em que não existiam comunidades de recuperação ou terapêuticas, ele somente com a força da fé foi capaz de vencer o vício. Às vítimas do alcoolismo ou da dependência de drogas, como também qualquer outro problema,   demonstra com seu exemplo que, com a graça de Deus, é possível se libertar de qualquer escravidão.

Este é um capítulo do livro ELES ENCONTRARAM A FELICIDADE, E VOCÊ?   http://www.lojaencontrocomcristo.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=251

 


Vença as crises

julho 9, 2011

 Uma das maiores frustrações de um padre é ver ovelhas de seu rebanho viverem o seu compromisso com Cristo com entusiasmo e dedicação, e de repente, diante dos problemas da vida, desabarem como um prédio que não tem bom alicerce. Fica a impressão que a vida de oração, a participação nos sacramentos, de um modo especial a Eucaristia e Reconciliação, o engajamentos pastoral não são capazes de dar a força para reagir diante das dificuldades da vida. Quantos cristãos de linha de frente no meio da batalha ficam machucados emocionalmente, e permanecem por muito tempo ou para sempre nesta triste situação.

 Surge uma questão importante: Qual é a causa desta situação tão dolorosa que afeta a caminhada cristã de tantas pessoas?  Uma das principais é a ilusão de que cristão não passa por crises. Quantas vezes ouvi pessoas afirmando para os outros ou para si próprias: “ O verdadeiro cristão não fica deprimido, isso é falta de confiança em Deus.”. Diante desta afirmação surge o sentimento de culpa que bloqueia toda reação positiva. Também é comum o questionamento “ Como isso foi acontecer comigo?”. Aqueles mais pessimistas concluem: “ Deus esta me castigando por alguma coisa errada.”

A conseqüência da dificuldade em lidar com os problemas é tentar viver a ilusão que nada esta acontecendo, reprimindo os sentimentos e usar uma série de “técnicas pseudo-cristãs” sem resultado algum. Significa fingir que tudo esta bem, como se fosse algo vergonhoso reconhecer a própria fraqueza ou erro. Por meio desta atitude ignora-se uma verdade espiritual importante, ensinada pelo apóstolo Paulo em 1Cor 12,9b: “ prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.”

 Não se trata de cair na atitude simplista de dizer “ errei porque sou humano”, “ eu não mereço esta situação, vou desistir de tudo” ou culpar alguém. É preciso  ter presente que somos seres em constante mudança. Não importa se estas mudanças surjam de questionamentos interiores, relacionamento marido e mulher, pais e filhos, parentes, namoro, ambiente profissional, igreja, com as pessoas em geral, ou ainda de algum vício, doença ou da própria morte. Em qualquer um dos casos é necessário aprender a lidar com o conflito, tendo sempre presente a misericórdia de Deus.

 É muito fácil buscar “soluções mágicas” e “instantâneas” bem a moda da nossa sociedade de consumo. A nossa vida emocional-afetiva não é como algo errado escrito no computador que basta teclar delete para apagar. Também é diferente de uma lata descartável de refrigerante, que depois de usada é amassada, e jogada fora. A mente, o coração, os sentimentos e o corpo nos pregam surpresas quando somos expostos às crises da vida. Nem sempre , em um primeiro momento, reagimos conforme nossas crenças. “Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem o que se me depara é o mal.”(Rm 7,21).

Quantas vezes perdemos as rédeas dos problemas, e como conseqüência criamos bloqueios emocionais que impedem uma solução adequada. Aí entram em cena a ansiedade, depressão, sentimento de culpa, complexo de rejeição, raiva, amargura… dificultando mais ainda a possibilidade de enfrentar a situação.

Existe saída? Sim. Basta a disposição para aprender a lidar com as crises de acordo com os ensinamentos de Jesus. “ No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”(Jo 16,33b). A palavra chave é : Coragem. Não desistir de si mesmo, das pessoas ou da própria vida. O importante é não ter medo de lidar com os problemas e nem de errar na busca da solução. Uma coisa é certa: Deus jamais nos abandona, Ele nos entende e somente Ele tem o que realmente necessitamos.

 

 

 Oração diante das crises

 

Senhor, ensina-me a entregar-Vos com toda confiança,

 

tudo o que sou, sinto e tenho.

 

 Neste momento desejo Vos devolver a direção de tudo

 

o que se encontra em meus cuidados,

 

e Vos agradecer por ser um de vossos administradores,

 

pois Sois dono de todo o Universo,

 

de minha vida, de tudo o que tenho.

 

Ajudai-me a nunca sair de Vossos propósitos,

 

colocar sempre meus problemas em Vossas mãos

 

e assim descansar meu coração.

 

Que nos momentos em que me vier a ansiedade

 

tão própria de minha fraqueza humana,

 

fortalecei-me, Senhor,

 

dando-me a graça de lembrar-me

 

sempre destas Vossas santas Palavras:

 

“Confiai vossas preocupações,

 

porque Ele tem cuidado de Vós”.

Obrigada(o), Senhor.

Clip_Adriana_-_Abraço_de_Pai 

 

 

 


Coração de Jesus e o Espírito Santo

junho 30, 2011

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus brota, de um modo especial, na cruz do Calvário onde o soldado “abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19,34)

O evangelho de São João nos diz:“…saiu sangue e água.” indicando que se temos sede de Deus, temos que ir a Jesus.

Na cruz do Calvário se realizou a palavra de Jo 7,37-38: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11).”

 O que significa esta água que jorra do coração de Jesus?

Os Padres da Igreja viram muitos significados simbólicos importantes.

Primeiro, segundo o evangelho de São João, esta água aponta para o Espírito Santo. Tal revelação aparece de modo explícito em Jo 7,39: “Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele…”. O sangue e a água que saem do coração de Jesus indicam que o Sacrifício de Jesus nos dá o Espírito de Deus, o Espírito da verdade, o Espírito do amor.

 Também é importante ter presente que água e coração estão intimamente ligados. O coração exprime o lugar onde Deus quer nos encontrar e transformar. Esta obra acontece quando o Espírito age em nossa vida com o nosso sim. Santo Agostinho ensina: “Aquele que te criou sem ti, sem ti não te salvará”.

 Ao mesmo tempo os Padres da Igreja vêem na água e sangue o símbolo dos sacramentos da Igreja. O batismo e a Eucaristia estão unidos do mesmo modo.

No batismo o sinal utilizado é a água, mas a sua eficácia é graças ao sangue de Jesus. Por isso, por exemplo, o Apocalipse nos diz que lavamos as nossas vestes no sangue do Cordeiro (cf. Apc 7,14). Portanto, no batismo temos água e sangue: água que é visível, e o sangue que dá valor a esta água.

Na Eucaristia acontece o contrário: É o sangue que nos é dado a beber, e este sangue nos dá a água do Espírito, que Cristo prometeu enviar, e jorrou do seu lado aberto na cruz.

Quem tem sede de Deus, de felicidade e de amor, somente será saciado pelo sangue de Jesus. Aproximemo-nos de Jesus e peçamos que nos renove com Seu Espírito.

O lugar por excelência para receber esta renovação no Espírito é a Eucaristia. Aqui se torna presente o sacrifício da cruz, lugar onde jorrou sangue e água. A Eucaristia é um encontro com Aquele que batiza no Espírito Santo, pois aqui esta o Cristo vivo. Ao distribuir a comunhão, Santo Efrém dizia: “Recebe o Corpo de Cristo e o fogo do Espírito”. A cada comunhão encontramos com Aquele que batiza com o Espírito Santo: Jesus Cristo.

 

Consagração Individual ao Sagrado Coração de Jesus

Composta por Santa Margarida Maria

Eu, (seu nome) vos dou e consagro Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações penas e sofrimentos para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser, se não para vos honrar, amar e glorificar. É esta minha vontade irrevogável ser todo vosso e tudo fazer Por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar.

Tomo-vos pois  Sagrado Coração, por único bem de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de meu inconsciente, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sede Coração de Bondade, minha justificação diante de Deus vosso Pai para que desvie de mim sua justa cólera.  Coração de Amor deposito toda minha confiança em vós pois, tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade. Retirai de mim tudo o que possa desagradar-vos ou se oponha a vossa vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração que jamais possa eu esquecer-vos nem separar-me de vós. Suplico por todas as vossas finezas que meu nome seja inscrito em vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso escravo. Amém

 


Liberte-se da palavra não

junho 25, 2011

Geralmente diante das dificuldades a maioria das pessoas reage dizendo: Não posso- não consigo – não vai dar…e os resultados não tardam: total fracasso.

 A palavra não é responsável pela falta de benção, pois ela é o contrário da fé.

 A fé que move montanhas não é fruto simplesmente da pessoa, como se fosse a força do pensamento positivo.

 A fé é a certeza de que Deus irá agir na hora certa em nosso favor: Todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, Se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, ele obterá este milagre.”  (Mc 11,23)

Deus não quer seus filhos esmagados por fracassos, Ele deseja ensiná-los a vencer as limitações. Trata-se de uma realidade maravilhosa capaz de mudar o modo como vivemos e enfrentamos os problemas.

 Encontramos esta verdade revelada no testemunho de São Paulo em Flp 4,11-13:

 Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria , e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes : a Ter fartura e a passar fome, a Ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta.”

 Aí esta o segredo da força interior de Paulo, que o capacitava a suportar todo tipo de dificuldade:  ele acreditava realmente estar a sua vida nas mãos de Deus…apesar das dificuldades era capaz de confessar: TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”

A nossa atitude diante das dificuldades é, de modo geral, o desânimo, revolta ou sensação de impotência.

O exemplo de Paulo é o convite para reagir em outra direção, repetindo: tudo posso naquele que me fortalece.

Esta mudança de atitude exige a coragem para vigiar os pensamentos e atitudes. A nossa mente tem que ser nutrida pela certeza de que Deus esta no controle de nossa vida.

Uma maneira simples para estabelecer este estado de vigilância é tentar ver o lado bom da saúde pessoal, família, trabalho, relacionamentos, futuro…

Também é importante o esforço para tirar o não da expressão não posso.

 Nem sempre conseguiremos reagir deste modo, o importante é não se auto- condenar, mas recomeçar a luta para vencer a atitude negativa diante da vida.

 Uma vez tomada a decisão de vencer o negativismo, dê um passo de cada vez. Tenha em seu coração a certeza de que não esta sozinho em sua luta. Jesus esta vivo, ressuscitou e prometeu:

 “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

                                                                               Mt 28,20

 

Tomai, Senhor

Tomai, Senhor e recebei
Toda a minha liberdade
A minha memória também.
O meu entendimento
E toda a minha vontade
Tudo o que tenho e possuo
Vós me deste com amor.

Todos os dons que me destes
Com gratidão vos devolvo.
Disponde deles, Senhor,
Segundo a Vossa vontade
Daí-me somente
O Vosso amor, Vossa graça
Isto me basta,
Nada mais quero pedir.

Santo Inácio de Loyola

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