O Diabo e a tentação

agosto 12, 2011

Apesar de algumas pessoas tentarem negar, o diabo existe! A Bíblia nos adverte 431 vezes sobre esta terrível realidade, 85 vezes fala de espíritos impuros. Sem contar as vezes em que usa os termos : inimigo de Deus, inimigo nosso.

A Bíblia não hesita em apresentar a vida como uma luta, uma guerra contra os demónios. Infelizmente, alguns cristãos, pelos motivos mais diferentes, preferem não tocar neste assunto. Quanto menos falamos, mais o demónio espalha sua destruição e mentiras.

Paulo VI afirma categoricamente: “Sabemos, portanto, que este ser mesquinho e perturbador [o diabo] existe realmente, e que ainda atua com astúcia traiçoeira;é o inimigo oculto que semeia erros e desgraças na história humana”.

João Paulo II em 24 de maio de 1987., no santuário de São Miguel Arcanjo no monte Gargano, disse: “o demónio continua vivo e ativo no mundo”

Neste sentido é importante recordar o alerta de Paulo VI: “Uma das maiores necessidades da Igreja é a defesa contra este mal chamado Satanás.”

Como nos defender?

É importante saber que o demónio age de modo ordinário, isto é comum, e de modo extraordinário, para atingir tanto cristãos praticantes, e como a sociedade em um todo. A sua tática é levar os homens a se rebelarem contra Deus.

Primeiro ataca de modo ordinário, isto é, o modo mais comum. Este ataque vem pela tentação. O demónio não tem o poder de obrigar os homens a fazer ou deixarem de fazer algo; por isso procura convencê-los para que se deixem conduzir pelo seu mal. Ele tem como objetivo levar o homem a ruína espiritual; propondo um mal sob a aparência de um bem, procurando arrastá-lo ao desejo desse mal, isto é, ao pecado.

A primeira das tentações é contra o amor: leva a pessoa a destruir os laços familiares, separa amizades, semeia a desunião na Igreja. Ele faz isso para trazer desordem na sociedade, começando pela família.

A segunda das tentações é a cobiça, isto é, o desejo desenfreado de possuir coisas. A cobiça esquece o valor da verdade, justiça e honestidade.

E a terceira tentação é a soberba, que é a pretensão de ser melhor que os outros. Este foi o pecado de Lúcifer, o chefe dos demónios, julgava-se tão perfeito, ao ponto de imaginar que não precisava de Deus. Quantas vezes o demónio tenta nos levar a diminuir os outros, dando-nos a impressão que estamos sempre certos. E assim algumas pessoas passam a ser nossa inimigas.

Qual deve ser a nossa reação?

O melhor de todos os conselhos foi dado por Jesus aos apóstolos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mt 26,41)

A primeira arma é a oração: pessoal, familiar e com a Igreja. Nossas casas tem que ser pequenas igrejas, unidas a Igreja de Cristo.

A Eucaristia tem que estar no centro de toda a caminhada espiritual. Aí Jesus se oferece como luz, alimento e remédio. A missa dominical é a coroa de toda a semana, e feliz de quem tem a possiblidade de participar também durante a semana. A visita ao Santíssimo Sacramento, no mínimo uma vez por semana, é uma fonte de muitas graças. Evidentemente, o estado de vigilância também é mantido por meio do sacramento da reconciliação

Entre a muitas armas de oração temos o terço de Nossa Senhora, também chamado de pequeno exorcismo, por uma oraçao simples onde repetimos aquilo que mais o demônio teme: a Palavra de Deus.

Os exorcistas aconselham o uso dos sacramentais: água, sal, óleo e vela. 

É claro que é necessário estar atentos ao que vemos, ouvimos e falamos, pois estas são portas por excelência usadas pelo demônio para nos seduzir com suas tentações. Pelos nossos sentidos, o coração é envenenado, a mente corrompida, as palavras tornam-se duras e a ação leva-nos à queda. E neste momento nos afastamos de Deus, pois Ele habita onde reina o amor derramado em nossos corações pelo Espírito Santo.

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O diabo existe? Qual a sua opinião?

agosto 20, 2010

 

 Muitos cristãos sinceros se perguntam: o Diabo existe? Esta dúvida vem pelo fato de terem ouvido ao seu redor que o diabo é uma invenção medieval para assustar as pessoas, ou uma maneira figurada para explicar a existência do mal.

 A Sagrada Escritura e o ensino da Igreja ensinam de um modo claro e sem dar margens para dúvidas: o diabo existe. É um ser pessoal, pervertido, que tem como objetivo levar os homens a se rebelarem contra Deus. O demônio é o grande agente das maldades humanas. Esta por detrás da perda dos valores morais, a destruição da família e da vida, o crescimento das drogas e alcoolismo, a violência das grandes cidades, guerras, corrupção política, mentira, desonestidades, perversidades… Mas se é assim, como ele age para alcançar o seu objetivo? O papa João Paulo II, em maio de 1991, no encontro com os jovens da Ilha da Madeira, nos dá uma ajuda preciosa:

 “A tática que Satanás empregou e que continua a empregar consiste em não se revelar, para que o mal que difundiu desde as origens se desenvolva por ação do próprio homem, por meio dos sistemas e das relações entre os homens, entre as classes e entre as nações, para que o mal se transforme cada vez mais num pecado estrutural e cada vez menos se possa identificá-lo como pecado pessoal.”

 Se alguém disser algo diferente, não estará falando fundamentado na verdade da Escritura e da Igreja. Os evangelhos em diversas passagens nos mostram Jesus expulsando os demônios. Certamente, Ele acreditava que eles existiam (Mt 4,1-11; Mc 1,34; Lc 10,18, 22,31; Jo 8,44).

 Os Padres da Igreja, isto é, aqueles grandes homens da Igreja, aproximadamente do século II ao século VII, responsáveis pelos principais conceitos da fé cristã, também falaram sobre o tema do demônio. Sto. Irineu, no século II, escreveu que o diabo é um anjo apóstata “tentando escurecer o coração daqueles que o servem”; quase na mesma época, Tertuliano disse: “o trabalho dos demônios é corromper a raça humana.”…

 A primeira vista, parece algo impossível de ser vencido. Porém, no século IV, Sto. Atanásio escreveu que “o campo de ação do demônio foi descoberto” pela vinda do cristianismo. Estas palavras tem o seu fundamento na obra de Jesus Cristo. Em 1Jo 3,8 lemos: “Eis porque o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do demônio.”. E lugar da vitória foi na cruz do Calvário!

 Em 29 de junho de 1972, falando sobre a crise da Igreja, o papa Paulo VI afirmou: “´Quais são hoje as necessidades mais importantes da lgreja? Uma das maiores necessidades da Igreja é a de defender-se desse mal que designamos por demônio.”

 Uma das primeiras armas é conhecer os caminhos pelos quais o demônio age. Ao mesmo tempo, é fundamental estar preparado espiritualmente. Algumas das armas para se defender são: oração pessoal, Sagrada Escritura, recitação do terço, sacramento da reconciliação e eucaristia…e vigilância para não cair em tentação.

 O que você pensa sobre este assunto? Fale comigo? Espalhe esta mensagem para outras pessoas!

Quero também apresentar um livro de minha autoria, para ajudar você a não se deixar enganar pelo demônio.

 

 

 

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Invocação a São Miguel Arcanjo
(pequeno exorcismo de Leão XIII)

São Miguel Arcanjo, defendei-nos neste combate; sede nosso auxílio contra as maldades e ciladas do demônio. Instante e humildemente vos pedimos que Deus sobre ele impere, e vós, Príncipe da milícia celeste, com esse poder divino, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos, que vagueiam pelo mundo para a perdição das almas. Amém!


Renova Renovação!

julho 2, 2010

 

 “O surgimento da Renovação na seqüência do Concílio Vaticano II foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. Certamente um dos os resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade…”       João Paulo II

Se perguntassem para mim: Qual a maior necessidade da renovação carismática católica? Eu responderia: voltar ao espírito do início da ação do Espírito Santo. Voltar ao espírito do início não significa ficar no passado, e sim recuperar o mesmo entusiasmo e ardor pelo Reino de Deus.

 O risco de todos os avivamentos é com o tempo se institucionalizarem além do necessário, e como conseqüência perderem o dinamismo da liberdade do Espírito. E isso é esquecer o propósito de Deus ao conceder “esta nova chance para a Igreja”, segundo palavras de Paulo VI, em um dos seus encontros com dirigentes da renovação carismática.

 A renovação carismática nasceu para manter viva a consciência de que a Igreja é chamada a um contínuo Pentecostes. Este era o desejo de João XXIII ao convocar o Concílio Vaticano II. No final da carta de convocação dos bispos escreveu: “Renova em nossa época os prodígios de um novo Pentecostes…”.

 Uma das respostas a esta oração do sucessor de Pedro, aconteceu em um final de semana de fevereiro de 1967. Um grupo de estudantes da universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, se reuniu para um retiro. A finalidade era rezar e estudar o livro de Atos dos Apóstolos. Na noite do sábado acontece a experiência maravilhosa do batismo no Espírito, e a manifestação espontânea dos carismas.

 Estes jovens foram o instrumento para uma verdadeira revolução espiritual na Igreja católica, segundo alguns, somente comparada ao Pentecostes da sala do cenáculo de Jerusalém.

 A renovação carismática mostrou a sua força pela simplicidade. Sem recursos de nenhuma espécie, apoiando-se unicamente na riqueza do Espírito Santo, contando com a intercessão de Maria, assumiu a missão de anunciar com paixão o evangelho.

 As sementes foram os pequenos grupos de oração. No início aconteciam nas casas, e quando era permitido em alguma sala das paróquias. A característica era o fervor, louvor, exercício dos carismas, amor a Palavra. O clima era de fraternidade, todos se sentiam realmente irmãos em Jesus Cristo. E o importante, as pessoas não perdiam por nada estas reuniões cheias de poder. Todos eram ocupados, mas tinham sido tocados pelo fogo do Espírito, por isso não faltavam. Vinham como estavam, e saiam renovados. Não perdiam nenhuma ocasião para testemunhar a transformação de suas vidas. E isso conquistava mais pessoas, sem uma estratégia de propaganda. Era a confiança na obra do Espírito Santo.  

 Não podemos esquecer dos seminários de vida no Espírito. Eu vi seminários de vida começarem com alguns bancos cheios e encerrarem em catedrais ou teatros lotados. Eu preguei durante anos (junto com Pe. Eduardo, Padre Jonas, a saudosa tia Laura…) no Estádio do Morumbi com 150.000 participantes. Não estou falando somente de números, mas da obra de multiplicação quando estamos na dependência de Jesus, guiados pelo Espírito Santo. Eram dias de abertura à Palavra, restauração de vidas, cura de enfermidades, libertação do mal. E o interessante pouca estrutura, e infinita entrega voluntária dos servos.

 O Espírito Santo não necessita de ajuda e sim de docilidade às suas inspirações. Voltar ao início significa não cair na armadilha de “modismos” ou “estratégias” passageiras. Exige a coragem de entregar a vida a Jesus, romper como pecado, acender o fogo do Espírito no coração, e ser testemunha das maravilhas de Deus. E tudo mais será dado em acréscimo.

 

Vem Espírito Santo, Inunda-nos!

Espírito do Pai, vivifica-nos!
Espírito do Filho, salva-nos !
Amor eterno, abrasa-nos,
Com Teu fogo, infama-nos,
Com Tua luz, ilumina-nos.
Fonte viva, sacia-nos,
De nossos pecados, purifica-nos.
Por Tua unção, robustece-nos,
Com Teu consolo, recreia-nos,
Com Tua graça, guia-nos
E protege-nos com Teus anjos.
Não consistas jamais separar-nos de Ti
E ouve nossa oração, Deus Espírito Santo.
Toca-nos com Teu dedo
E infunde-nos a torrente de virtudes.
Fortalece-nos com Teus dons,
Deleita-nos com Teus frutos.
Guarda-nos do inimigo mau,
Unge-nos para o combate derradeiro,
Ampara-nos na hora da morte.
Chama-nos, então, para junto de Ti,
Para louvar toda a eternidade,
O Pai, o Filho e a Ti,
Com todos os santos, ó doce Consolador.
Amém.


março 5, 2010

O caminho dos 10 mandamentos

janeiro 21, 2010

Quantas pessoas iniciam sua caminhada com Cristo tendo no coração a seguinte pergunta: e agora o que tenho que fazer? A resposta quem a dá é Jesus Cristo: “ Se queres entrar na vida, observa os mandamentos? (Mt 19,17). O segredo para crescer na comunhão com Deus e receber as suas bênçãos está em viver a regra de vida dos dez mandamentos. Aí está apresentada a escada do céu.

Se os cristãos cumprissem os dez mandamentos o mundo seria transformado pela força da Palavra de Deus. Eles são a bússola que marca a direção adequada e perfeita para que o homem seja o que deve ser. Apenas o ser humano se separa destes dez mandamentos, a humanidade sofre uma decadência enorme. Os dez mandamentos, segundo a palavra do papa João Paulo II, são ” a consciência da humanidade e representam a síntese da Sabedoria de salvação. Eles determinam as bases essenciais do comportamento, decidem o valor moral dos atos humanos, permanecem em relação direta com a vocação de vida eterna do homem.”

A primeira impressão causada pelos dez mandamentos é o de serem algo negativo: : “Não terás outros deuses diante de mim… não matarás. Não cometerás adultério. Não roubarás. Não apresentarás falso testemunho…” (Êx 20, 3; 13-16). Na verdade o espírito destas palavras não é levar a uma simples e fria observância da lei. Vistos por este ângulo, os dez mandamentos não teriam nada de diferente do regulamento de qualquer organização humana. O cristianismo não é um clube, partido político ou uma ONG. É o caminho seguro para viver a salvação e felicidade. Cada mandamento foi escrito pelo dedo amoroso de Deus, e somente podem ser entendidos e vividos neste mesmo amor sobrenatural. Todos os mandamentos são importantes e possíveis de serem praticados, desde que se tenha presente que eles são, segundo Jesus, as leis do amor (cf. Mt 22,34-40.)

Oração pela Efusão do Espírito Santo

Vem, Espírito Santo,

E renova em mim a chama do Teu amor.

Enche-me de fé, Senhor,

E revela com Tua luz todos os meus pecados e traumas.

Liberta-me, Espírito Santo,

E faz de mim uma nova criatura.

Santifica o meu espírito e alma,

Renovando também todo meu ser, emoções,

Mente, ouvidos, olhos, lábios e atos.

Capacita-me a viver a Palavra de Nosso Senhor

Jesus Cristo em toda sua profundidade.

E agora, Santo Espírito,

Dá-me os Teus dons

Para que eu possa melhor servir o reino de Deus,

Amando, indistintamente, todos meus irmãos.

Mas, acima de tudo, derrama o Dom do louvor,

Para que, em tudo e por tudo,

Eu glorifique o Senhor Nosso Deus.

Em nome de Jesus.

Amém

“Ele vos batizará no Espírito Santo e no fogo” (Lc 3, 16b).