Liberte-se da palavra não

junho 25, 2011

Geralmente diante das dificuldades a maioria das pessoas reage dizendo: Não posso- não consigo – não vai dar…e os resultados não tardam: total fracasso.

 A palavra não é responsável pela falta de benção, pois ela é o contrário da fé.

 A fé que move montanhas não é fruto simplesmente da pessoa, como se fosse a força do pensamento positivo.

 A fé é a certeza de que Deus irá agir na hora certa em nosso favor: Todo o que disser a este monte: levanta-te e lança-te ao mar, Se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, ele obterá este milagre.”  (Mc 11,23)

Deus não quer seus filhos esmagados por fracassos, Ele deseja ensiná-los a vencer as limitações. Trata-se de uma realidade maravilhosa capaz de mudar o modo como vivemos e enfrentamos os problemas.

 Encontramos esta verdade revelada no testemunho de São Paulo em Flp 4,11-13:

 Não é minha penúria que me faz falar. Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na penúria , e sei também viver na abundância. Estou acostumado a todas as vicissitudes : a Ter fartura e a passar fome, a Ter abundância e a padecer necessidade. Tudo posso naquele que me conforta.”

 Aí esta o segredo da força interior de Paulo, que o capacitava a suportar todo tipo de dificuldade:  ele acreditava realmente estar a sua vida nas mãos de Deus…apesar das dificuldades era capaz de confessar: TUDO POSSO NAQUELE QUE ME FORTALECE”

A nossa atitude diante das dificuldades é, de modo geral, o desânimo, revolta ou sensação de impotência.

O exemplo de Paulo é o convite para reagir em outra direção, repetindo: tudo posso naquele que me fortalece.

Esta mudança de atitude exige a coragem para vigiar os pensamentos e atitudes. A nossa mente tem que ser nutrida pela certeza de que Deus esta no controle de nossa vida.

Uma maneira simples para estabelecer este estado de vigilância é tentar ver o lado bom da saúde pessoal, família, trabalho, relacionamentos, futuro…

Também é importante o esforço para tirar o não da expressão não posso.

 Nem sempre conseguiremos reagir deste modo, o importante é não se auto- condenar, mas recomeçar a luta para vencer a atitude negativa diante da vida.

 Uma vez tomada a decisão de vencer o negativismo, dê um passo de cada vez. Tenha em seu coração a certeza de que não esta sozinho em sua luta. Jesus esta vivo, ressuscitou e prometeu:

 “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.”

                                                                               Mt 28,20

 

Tomai, Senhor

Tomai, Senhor e recebei
Toda a minha liberdade
A minha memória também.
O meu entendimento
E toda a minha vontade
Tudo o que tenho e possuo
Vós me deste com amor.

Todos os dons que me destes
Com gratidão vos devolvo.
Disponde deles, Senhor,
Segundo a Vossa vontade
Daí-me somente
O Vosso amor, Vossa graça
Isto me basta,
Nada mais quero pedir.

Santo Inácio de Loyola

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FÉ E CURA

abril 8, 2011

 Quando lemos os relatos das curas realizadas por Jesus vemos que existe um padrão comum: a fé. As curas não aconteciam em virtude da fé de Jesus, e sim pela fé de quem pedia.

 Quando existia esta confiança no poder de Jesus, a cura era liberada. Em Mt 9,28-30 temos um deste testemunhos:“Jesus entrou numa casa e os cegos aproximaram-se dele. Disse-lhes: Credes que eu posso fazer isso? Sim, Senhor, responderam eles.Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: Seja-vos feito segundo vossa fé. No mesmo instante, os seus olhos se abriram.” Estes cegos estavam convictos do poder de Jesus para curá-los, e, por isso, não permitiram que nada os impedisse de encontrá-lo. Aí esta apresentada a fé em ação.

 Quando somos movidos pela fé, nada nos impede de chegar a Jesus, porque no coração temos a certeza de que somente Ele tem a solução,para todas as nossas necessidades.

 Este mesmo padrão o encontramos na cura de um paralítico, relizada por Sao Paulo em Atos 14,8-10: “Em Listra vivia um homem aleijado das pernas, coxo de nascença, que nunca tinha andado. 9. Sentado, ele ouvia Paulo pregar. Este, fixando nele os olhos e vendo que tinha fé para ser curado, 10. disse em alta voz: Levanta-te direito sobre os teus pés! Ele deu um salto e pôs-se a andar.” A cura aconteceu porque o paralítico tinha fé para ser curado!

 É urgente crescer na fé para ser curado.

 Como crescer na fé?

 1º Ponto:  A fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus: “a fé provém da pregação…” (Rm 10,17)

  Ponto – Acreditar no poder de Jesus para curar:  “Disse-lhe Pedro: Enéias, Jesus Cristo te cura: levanta-te e faze tua cama. E levantou-se imediatamente.” (Atos 9,34). Pedro não fez uma oração longa, e nem usou muitas palavras.  Ele somente disse: Enéias, Jesus Cristo te cura!

 3º Ponto – A cura já nos foi dada na cruz de Jesus para todas as enfermidades. “Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos. Assim se cumpriu a predição do profeta Isaías: Tomou as nossas enfermidades e sobrecarregou-se dos nossos males (Is 53,4).” (Mt 8,16-17). Para Jesus não importa se a doenç é o pecado, tentação, depressão, enfermidade física, problema familiar ou profissional, existe o remédio para cada doença.

 A parte de Jesus foi realizada na cruz, a nossa é crer no seu poder. Quando o poder de Jesus se encontra com a nossa fé, acontece o milagre.

 

 

 

Bispo certifica novo milagre da Virgem da Lourdes

 O Bispo de Angers (França), Dom Emmanuel Delmas, proclamou o milagre número 68 oficialmente reconhecido da cura de um homem que tinha perdido virtualmente a mobilidade na perna esquerda, ocorrido no dia 13 de abril de 2002, quando peregrinou ao Santuário da Virgem da Lourdes.

O Comitê Médico de Lourdes, composto por 20 doutores, constatou a “súbita cura funcional, sem relação com terapia alguma e mantida até a atualidade, 8 anos depois” que Serge François, um homem de 56 anos que logo depois de sua cura fez o caminho de Santiago da Compostela a pé, percorrendo 1 570 quilômetros, para agradecer por esta graça.

Sobre o milagre, Dom Delmas recorda que este foi produzido quando Serge “logo depois de ter rezado perante a Gruta se dirigiu às fontes para beber e lavar o rosto. Pode-se ver nesta cura uma atuação particular da Virgem Maria para com este homem”.

Para o Bispo, “esta cura pode ser considerada como um dom pessoal de Deus para este homem, como um ato de graça, como um sinal de Cristo Salvador”.

Serge François, tinha perdido virtualmente a mobilidade na perna esquerda por uma hérnia de disco aparecida por complicações cirúrgicas relacionadas a duas operações. Depois da cura, assinala o jornal La Razón, cresceu sua vida de fé e de oração, e hoje reza muito por outros doentes. Voltou para a Lourdes em 2003, informou sobre o seu caso ao Comitê Médico e assim teve início o processo de estudo do caso.

Sobre o caso, o Bispo de Tarbes e Lourdes (França), Dom Jacques Perrier, afirmou em uma nota publicada no site do Santuário na internet, que “os médicos de hoje em dia são reticentes ante o qualificativo ‘inexplicável’, a menos que se acrescente ‘no marco dos conhecimentos científicos’. Preferem ater-se a um fato: tal cura é hoje inexplicável. Esta reserva lhes parece indispensável para não ser desqualificados logo por aqueles colegas que rejeitam o inexplicável”.

 

 

 

 

 


Receba a cura

abril 1, 2011

Quando Jesus passou aqui pela terra proclamou a Boa Nova com palavras e obras. A pregação de Jesus era sempre acompanhada pela manifestação de conversões, curas e milagres.

 Os doentes iam sozinhos ou eram levados até Jesus. O Espírito Santo quis que ficasse guardado nos evangelhos um milagre surpreendente. Trata-se de uma cura a distância. Aqui temos uma revelação consoladora sobre o poder da oração: nem sempre quem reza pelos doentes pode estar junto deles, e mesmo assim esta oração é eficaz. O motivo é muito simples: a oração é feita em nome de Jesus, e não tem limites de tempo ou espaço. Em Mt 18,19-20 lemos: “Digo-vos ainda isto: se dois de vós se unirem sobre a terra para pedir, seja o que for, consegui-lo-ão de meu Pai que está nos céus. Porque onde dois ou três estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”

 No início de meu ministério sacerdotal, estando em Sorocaba, uma cidade do interior de São Paulo, distante 100 km de minha cidade. Fui procurado pelos parentes de uma pessoa com câncer terminal. Era tarde da noite, eu tinha que voltar para São Paulo. Tinham nas mãos uma fotografia do enfermo, lembro ter feito uma breve oração em nome de Jesus. No ano seguinte encontrei esta pessoa: estava curado!

 Quero convidar você a exercitar a fé a seu favor, se estiverem enfermos, ou a interceder por seus parentes e amigos. Jesus deseja tocar em todas as suas enfermidades e dar a saúde. Em Lc 7,2-3 esta escrito: “Havia lá um centurião que tinha um servo a quem muito estimava e que estava à morte.  Tendo ouvido falar de Jesus, enviou-lhe alguns anciãos dos judeus, rogando-lhe que o viesse curar.”Aqui temos a primeira chave para receber resposta nas nossas orações: Tendo ouvido falar de Jesus.

O centurião romano ouviu o testemunho do efeito da Palavra de Jesus, e movido pela certeza deste poder, foi a Jesus pedir a cura do servo. Nesta atitude aprendemos que a fé não é somente crer em Deus. Eu posso crer em Deus e não possuir a fé para deixar Seu poder agir. Quantas pessoas já me disseram: Estou a tantos anos na igreja, e Deus nunca respondeu a minhas orações. Qual é o problema? Estas pessoas não ouvem a voz de Deus. Não deixam a Sua Palavra chegar ao coração.

 O centurião romano estava convencido de que Jesus podia curar seu servo. Esta é a fé bíblica. A fé é a convicção de que Deus cumpre as promessas de Sua Palavra. Ele foi capaz da dar o testemunho de sua confiança em Jesus, ao ponto de declarar: “Senhor… não sou digno  de que entres em minha casa… mas dize somente uma palavra  e o meu servo será curado.” (Lc 7,6.7). Estas palavras demonstram que a fé libera o poder de Deus.

A cura do servo do centurião ficou guardada no evangelho para ser de estímulo para a nossa fé. Sim, hoje os milagres continuam acontecendo.

 Um exemplo é testemunho enviado por Izalina Adão de Guarapari, Espírito Santo. Em 2009 foi diagnosticado um tumor no cérebro do pai. Os médicos resolveram operá-lo, porém, não deram muitas esperanças. Ele corria o risco de vida, e se sobrevivesse teria muitas seqüelas. Ele foi operado. E os médicos afirmaram que ele teria somente 3 meses de vida.

Naqueles dias ela recebeu a nossa carta mensal, com um testemunho cura de tumor, semelhante ao de seu pai. No coração de D. Izalina veio a convicção da cura do pai. Todos os dias acompanhava o programa, ouvia a Palavra, rezava e abençoava a água.

 Passado um ano, o pai estava vivo, depois de fazer os exames de rotina, em setembro de 2010, os médicos ficaram surpresos: o tumor tinha desaparecido.

Um dos médicos disse: “Se vocês tem fé e acreditam em Deus, o milagre esta diante de vocês.”

Para algumas pessoas isso talvez signifique exagero ou locura. Eu somente posso dizer: tenho visto Deus realizar milagres. Sim existe muito mais a nossa disposição.

 

 

Restituição instantânea da perna do coxo de Calandra

Pode, porventura, uma perna amputada e enterrado por 2 anos e meio, em pleno contato com a terra, ser reimplantada ao corpo?

Sim, pelo nosso Deus do Impossível.

O relato:

“Vittorio Messori é um conhecidíssimo escritor italiano, jornalista e historiador famoso que publicou em 1998 um estudo sobre um fato acontecido em Calanda em 1640. Calanda é um vilarejo de Zaragoza, na Espanha, sem nenhuma significação social.

Jean Martini Charcot, famoso líder do positivismo religioso do século XIX, certa vez comentou: “Ao consultar o catálogo de curas chamadas milagrosas, nunca se tem podido comprovar que a fé tenha feito reaparecer um membro amputado”.

Pois bem, foi isso exatamente o que aconteceu em Calanda: uma perna amputada foi reimplantada miraculosamente depois de mais de dois anos de enterrada. Este acontecimento extraordinário, sobrenatural, foi estudado exaustivamente, com todo o rigor científico, por Messori no seu livro “O grande milagre”.

Entre as dez e onze da noite do dia 29 de março de 1640, enquanto Miguel Juan Pellicer (camponês de 23 anos), dormia em sua casa foi-lhe “reimplantada” – repentina e definitivamente – a sua perna direita. A perna, feita em pedaços pela roda de um carro e posteriormente gangrenada, foi-lhe amputada no fim de outubro de 1637 (2 anos e 5 meses antes da impressionante “restituição”), no hospital público de Zaragoza.

Cirurgiões e enfermeiros realizaram sucessivamente a cauterização do toco da perna com um ferro em brasa. O processo e a investigação foram abertos 68 dias depois e se prolongaram por muitos meses, sendo presidido pelo Arcebispo de Zaragoza, assistido por nove juizes, com dezenas de testemunhos e um rigoroso respeito às normas prescritas pelo Direito Canônico.

A sentença do processo declarou que a perna reimplantada de maneira tão repentina era a mesma que fora cortada e em seguida enterrada. Este fato foi certificado apenas 3 dias depois de que ocorrera e no mesmo lugar do acontecimento, por um notário (de outra cidade e, portanto, sem relação com o caso), por meio do habitual instrumento legal, garantido igualmente pelo juramento de muitas testemunhas oculares.

A partir do testemunho do protagonista e de outros testemunhos, se chegou à conclusão de que o milagre foi devido à intercessão de N. Sra. do Pilar, a quem o jovem sempre fora particularmente devoto, à qual se havia encomendado antes e depois da amputação de sua perna, e em cujo santuário de Zaragoza tinha pedido e obtido autorização para pedir esmola.

Quando pode enfim sair do hospital com uma perna de madeira e duas muletas, untava diariamente o seu toco de perna com o azeite das lâmpadas acesas na Santa Capela do Pilar. Isto é precisamente o que sonhou que estava fazendo, em Calanda, na noite em que adormeceu com uma única perna e foi despertado por seus pais poucos minutos depois, possuindo outra vez as duas pernas.

Sobre a verdade do fato nunca se levantou voz alguma de dúvida, nem na ocasião nem depois, nem no povoado nem em nenhum outro lugar. Após a conclusão positiva do processo, o próprio rei da Espanha, Felipe IV, ordenou que chamassem ao seu palácio de Madrid o jovem do milagre, ajoelhando-se em sua presença para beijar-lhe a perna milagrosamente “restituída”.

A forma como aconteceu o acidente, em julho de 1637, está assentado no livro de registros do Hospital Real de Valência, no dia 3 de agosto do mesmo ano, detalhando como ia vestido, e autenticado com a assinatura do encarregado do registro (Pedro Torrosellas). A constatação do processo avançado de gangrena no Real Hospital de Nuesta Senora de Gracia, em Zaragoza, consignado na consulta médica presidida pelo professor Juan de Estanga, diretor daquele departamento da universidade de Zaragoza; a amputação da perna direita feita pelos cirurgiões Estanga e Millarnelo; a maneira como foi depositada a perna pelo praticante Juan Lorenzo Carcia na capela do hospital e mostrada ao capelão e administrador do mesmo hospital, Pascual do Cacho; etc, etc…

0 médico lhe advertia que, além da possível infecção, o óleo mantinha uma umidade que retardava a completa cicatrização da ferida. Durante toda sua estadia em Zaragoza, Miguel Juan Pellicer passava o dia pedindo esmola na porta da Basílica do Pilar. À noite ia dormir no “Mesón de las Tablas” quando tinha dinheiro para pagar ao proprietário; se não, dormia num banco do hospital. Em marco de 1640, Miguel Juan Pellicer, esgotado pela vida miserável que levava, decidiu voltar a Calanda apesar do seu desejo de ficar junto à Basílica de “La Virgen del Pilar.”

Todos em Calanda e nas vilas limítrofes por onde Miguel Juan Pellicer, montado num jumento, ia pedindo esmola, conheciam o jovem sem a perna direita. Dois anos e quase cinco meses após a amputação da perna direita. Precisamente no dia do 16º centenario da visão que teve de Nossa Senhora, ainda viva, o Apóstolo Santiago e do aparecimento do Pilar na quinta feira 29 de marco de 1640. Ao redor das dez horas da noite, Miguel Juan Pellicer abandonou a conversa e , foi deitar, pois se encontrava especialmente cansado.

Pouco depois, Dona Maria Blasco, a mãe, foi ver se o filho mutilado estava bem coberto. Deu um grito de estupor acudiu o pai. Por baixo das cobertas apareciam dois pés! Após os primeiros instantes de surpresa, levantou as cobertas: aí estava de novo, inteira e sadia, a perna direita, da qual até momentos antes Ihe faltava a metade. Miguel Juan só sabia explicar que se havia encomendado, como todas as noites, à Virgem do Pilar, e que sonhara que estava na Basílica untando a ferida uma vez mais com o óleo das lâmpadas. Nessa mesma noite acudiram a ver o incrível milagre o soldado Bartolomé Ximeno, e os vizinhos Miguel Barraxina e esposa Úrsula Means.

Os três minutos antes, estiveram conversando com o coxo e vendo como tirara a perna de madeira e os panos antes de retirar-se a dormir. Naquela mesma noite foi chamado e veio o pároco Pe. José Herrera. No dia seguinte de manhã a Igreja estava cheia de pessoas que viram e agradeceram a Deus a recuperação da perna direita de quem todos conheciam privado dela até a véspera. Reconhecimentos posteriores mostraram que a perna direita, milagrosamente recuperada, conservou sempre cicatrizes perfeitamente fechadas das feridas que tivera antes de ser amputada, principalmente a da grande ferida provocada pela carreta e que ocasionara a gangrena. Havia também a cicatriz, perfeitamente fechada como todas as outras, onde se havia feito a amputação. Tratava-se da mesma perna que havia sido amputada!

A mesma perna que havia sido enterrada quase três anos antes! Ficara “a marca”!, a conhecida condescendencia divina para uma insuperável observação científica.. . Quando a noticia do milagre chegou a Zaragoza, mandou-se verificar no Cemitério do Hospital Real.

Sob a direção do Dr. Juan Lorenzo García comprovou-se que a perna, ou os ossos que deveriam ficar dela, havia desaparecido, sem que ninguém antes tivesse mexido na terra! A recuperação de Miguel Juan Pellicer, como em todo milagre, foi instantânea… e também “por etapas” (a delicada e conhecida condescendencia de Deus para melhor observação e acompanhamento científicos, e talvez também purificação, exercício da fé…):

A perna direita, durante os três primeiros dias após a recuperação instantânea, estava fria. Sua cor era apagada, algo roxa. E os dedos do pé estavam permanentemente curvados, os nervos contraídos, de forma que durante estes três dias Miguel Juan Pellicer, perante todas as autoridades e numeroso povo que o visitava, não podia apoiar a perna firmemente no chão, nem podia prescindir da muleta que usava.

Passados esses três dias, as mesmas autoridades e o povo puderam constatar que Miguel Juan Pellicer agora caminhava perfeitamente, o pé ficara normal. Mas faltava ainda outra etapa? Ou era outra marca?: A largura ou espessura da perna direita, a recuperada, era claramente menor que a grossura da perna esquerda.. . Miguel Juan Pellicer, a 25 de abril, viajou com seus pais a Zaragoza para agradecer à Virgem do Pilar.

Durante o trajeto, um cirurgião lancetou o talão nas suas pesquisas, fato que obrigou Miguel Juan Pellicer a mancar um pouco novamente. Mas logo passou. Miguel Juan quis permanecer em Zaragoza por algum tempo. Ia com freqüência à Basílica do Pilar, onde confessava e comungava cada sete dias, e comprazia-se em continuar ungindo sua perna direita, mais débil, com o óleo das lâmpadas. “Pouco a pouco a perna direita ficou igual à esquerda (. . .). Quando voltou a Calanda, os vizinhos maravilharam-se de vê-lo caminhar e correr alegremente. Como deram testemunho (. . .). Notaram também que o jovem podia realizar movimentos de esticamento até levantar o pé à altura da cabeça. Assim completara-se o milagre até a perfeição total”(48).

A Prefeitura de Zaragoza, a 8 de maio de 1640, reuniu-se em conselho extraordinário e plenário, e nomeou três procuradores para pesquisar o caso, além de solicitar do Sr Arcebispo que instaurasse um acurado processo canônico, a expensas da Prefeitura Conservam-se todas as atas de ambos os inquéritos.

0 inquérito da Prefeitura começou só dois meses depois do milagre. 0 canônico, só após três meses. Bem contemporâneos dos fatos. Inquéritos detalhadíssimos. Muitas comprovações. Depoimentos de multidão de pessoas que conheceram e conviveram com Miguel Juan Pellicer, antes e depois do acidente, antes e depois da amputação. Vi um grande tapete que há no Palácio Real de Madri, representa o Rei Felipe IV beijando a perna regenerada de Miguel Juan Pellicer. Lord Hopton, embaixador da Inglaterra na Espanha, certificou independentemente que esteve presente quando El-Rei se ajoelhou, descobriu a perna recuperada e beijou a cicatriz da amputação.

Foram realizadas recentemente novas pesquisas históricas a respeito, com levantamento abundante e irrefutável de documentos. 0 milagre com “0 coxo de Calanda” foi em 1640.

Somente em 1959 se realizou com sucesso a primeira operação de recolocar uma perna cortada. Os cirurgióes do Hospital Mont-Eden, de Hayward (Califómia – USA), conseguiram recolocar uma perna, mas imediatamente ao acidente (não três anos depois), sadia (não gangrenada) e que ficara ainda unida ao corpo por consideráveis partes de carne (não uma perna enterrada!). E o maravilhoso êxito da cirurgia humana precisou meses de cuidados médicos antes de o paciente ser dado de alta.

Miguel Juan e seus pais examinaram a perna amputada descobrindo imediatamente sinais inconfundíveis que permaneciam nela. “O mais notório e principal, a cicatriz originada pela roda do carro que lhe fraturara a tíbia; outra cicatriz, menor, ocasionada pela extirpação, na adolescência, de um abcesso; e, por último, dois profundos sinais de cortes provocados por um arbusto de espinhos, e as marcas da mordida de um cachorro”.

Quando amanheceu o 30 de março, e se difundiu a notícia por todo o povoado, Pe. Jusepe se aproximou da casa dos Pellicer com muita gente. Entre estas o primeiro magistrado, o juiz que era ao mesmo tempo o responsável da ordem pública, Martín Corellano. Acorreram também o jurado maior, o prefeito Miguel Escobedo, o “jurado segundo”, Martín Galindo, e o notário real Lázaro Macario Gomez. Encontravam-se também os dois cirurgiões locais, que certificaram o fato de maneira profissional. Ambos declarariam ter que render-se à evidência, que havia deixado por terra sua instintiva incredulidade. O notário lavrou uma ata notarial constatando o fato ocorrido.

Tratava-se de uma expedição inesperada à que devemos um documento extraordinário, para não dizer único, como único é o caso que aparece neste documento legal. Estamos ante uma intervenção divina testemunhada por uma ata notarial, diante de um milagre com a garantia de um documento ajustado à normativa vigente e corroborado por dez testemunhas oculares, escolhidos entre os de maior confiança e melhor informados dos muitíssimos disponíveis. E como se não bastasse, a ata notarial foi escrita e autenticada, passadas algo mais de 70 horas depois do sucedido e no próprio lugar onde ocorrera.

Observou o historiador Leandro Aína Naval: “trata-se de um Ato Público (ata notarial, diríamos hoje) documento de máxima autoridade em todo tempo, que se aproxima ao ideal exigido por alguns racionalistas para a comprovação dos milagres na sua vertente histórica”.

Mais tarde em outubro de 1641, Felipe IV, rei de Espanha, no meio da corte espanhola, rodeado de todo o corpo diplomático interrogou publicamente a Miguel e aos relatores do processo. Verificou ele próprio a reimplantação miraculosa da perna, e, diante do assombro de todos, ajoelhou-se e beijou a perna, fazendo com isso um verdadeiro ato de fé.

A homenagem de Felipe IV naquela manhã de outubro foi como o selo definitivo que a autoridade civil pode dar a um acontecimento. O rei da Inglaterra, Carlos I, (cabeça da Igreja Anglicana inimiga da Espanha), informado pelo seu embaixador ficou convencido do milagre, até o ponto de defendê-lo perante os teólogos da sua Corte, que ficaram escandalizados.

Não consegui descobrir nenhum argumento para dar um mínimo de credibilidade à suspeita ou à dúvida do milagre. Quem rejeitasse a verdade do acontecido em Calanda teria que pôr também em dúvida toda a História, incluindo os fatos certos que estão mais comprovados. Quantos fatos existem que possam fundamentar-se numa ata notarial outorgada de imediato? Quantos com um processo levado com todo rigor com dezenas de testemunhos sob juramento e além disso com a total exclusão de qualquer tipo de interesse pessoal dos envolvidos na causa?

Messori assim termina o seu estudo: “Se Calanda nos apresenta como o cume do poder da intercessão e da misericórdia mariana, não é sem dúvida o único. Em outras muitas pequenas e grandes “calandas” de todos os tempos e países, um povo fiel e confiante experimentou, e experimenta, que não iam dirigidas apenas a João as palavras de Jesus agonizante na cruz: “Mulher eis ai teu filho… eis ai tua mãe” (Jo 19, 26-27). Este povo sabe que Maria é a mãe benigna e amável para todos que filialmente solicitam a sua intercessão.”

Fonte: Livro “O grande milagre” Autor: Messori

 


Deus existe!

janeiro 27, 2011
Quem era André Frossard?  Ele próprio conta a sua história num livro intitulado “Deus existe. Eu o encontrei . Este livro deu a volta ao mundo inteiro e suscitou entusiasmo e desprezo. Como sempre! Há quem veja e há quem não queira ver; há quem ouça e há quem não queira ouvir. Não há por que nos admiremos.

André Frossard era o filho do primeiro secretário do Partido Comunista Francês: a sua família era ateia e afastada de toda a problemática religiosa. Observa com fina ironia: «Na nossa casa, nem por distracção se aflorava o assunto “religião”. Éramos ateus perfeitos, daqueles que nunca se interrogam sobre o seu ateísmo.»

No entanto, aos vinte anos de idade, André Frossard tem um extraordinário e inefável encontro com Deus. Ele começa assim o relato memorável do encontro com Deus:

«Agora, acontece que, por um acaso extraordinário, conheci a verdade sobre a mais debatida das causas e sobre o mais antigo dos problemas: Deus existe. E eu encontrei-o!
Encontrei-o por combinação – antes deveria dizer: por acaso, se o acaso tivesse algo a ver com esta espécie de aventura. – Encontrei-o com o assombro e aturdimento de quem, ao virar a esquina habitual da costumada rua de Paris, visse diante dos olhos, em vez da praça e do cruzamento de todos os dias, um mar inesperado que se estende até ao infinito, lambendo com as suas ondas as paredes das casas. Um momento de espanto que ainda dura. Nunca me habituei à existência de Deus.»

Ele prossegue assim o relato da sua experiência:

«Ás cinco e dez de uma tarde (era o dia 8 de Julho de 1937), entrei numa capela do bairro latino de Paris para procurar um amigo e saí às cinco e um quarto, com um amigo que não era deste mundo. Entrei céptico e ateu (…) e mais que céptico e ateu, entrei indiferente e tão preocupado com outras coisas do que com um Deus que eu nem sequer pensava em negar (…)

Em pé junto da porta, busquei com o olhar o meu amigo e não consegui reconhecê-lo (…)
O meu olhar passa da sombra à luz, retorna aos fiéis, sem ir atrás de nenhum pensamento, vai dos fiéis às religiosas imóveis, das religiosas ao altar e, depois, não sei porquê, detém-se na segunda vela que arde à esquerda da cruz. Não na primeira nem na terceira: na segunda. E, então, de repente, desencadeia-se uma série de prodígios que com inexorável violência desmontará num instante o ser absurdo que eu sou, para dar vida ao rapaz estupefacto que nunca fui.
Primeiro surgem-me estas palavras “vida espiritual.”
Não ditas nem formadas por mim próprio. Ouvidas como se fossem pronunciadas ao meu lado em surdina por uma pessoa que está a ver o que eu ainda não vejo. (…)

Logo que a última sílaba deste prelúdio sussurrado atinge o fio da consciência, começa uma avalancha ao contrário. Não digo que o céu se abre; não se abre, atira-se, eleva-se de repente, silenciosa fulguração(…) Um cristal indestrutível, de uma transparência infinita, de uma luminosidade quase insustentável (um pouco mais ter-me-ia aniquilado) e azulada, um mundo, outro mundo de um esplendor e de uma densidade que atiram de chofre o nosso para as sombras frágeis dos sonhos irrealizados. (…)
 

Há uma ordem, no universo, e no cume, para lá deste véu de neblina resplandecente há a evidência de Deus (…) Um Deus cuja doçura sinto, uma doçura activa, desconcertante, que vai além de toda violência, capaz de quebrar a pedra mais dura e, mais duro ainda que a pedra, o coração humano.
A sua irrupção transbordante e total, é acompanhada por uma alegria que é a exultação de quem foi salvo, a alegria do náufrago que foi recolhido a tempo.(…)
Estas sensações, que tenho dificuldade de traduzir na linguagem inadequada das ideias e das imagens, são simultâneas (…)
Tudo é dominado pela presença (…) daquele cujo nome nunca poderei escrever sem o receio de ferir a sua ternura, aquele diante do qual tive a sorte de ser um filho perdoado, que se esforça para aprender que tudo é dom.

Então, uma oração comovida sela o relato da conversão de Frossard:
«Amor [Deus], para falar de ti será demasiado curta toda a eternidade»

Depois de escrever este relato André Frossard apercebe-se da enormidade das suas palavras e apressa-se a precisar:

«Não nego o que uma conversão como esta, pela sua característica de instantaneidade imprevista, pode ter de chocante e até inadmissíevl, para os espíritos contemporâneos que preferem as vias do racionalismo aos raios místicos e que apreciam cada vez menos as intervenções do divino na vida quotidiana.»

Fonte: Histórias de conversões no século XX, mons. Angelo Comastri, Paulinas, Portugal.

 

Qual é a pior doença?

julho 29, 2010

 

«Observei muitas vezes que as pessoas mais críticas são aquelas que têm em si um grande vazio espiritual. Chego a perguntar-me se determinadas pessoas não sentem necessidade de fabricar inimigos para poderem exisitir, precisamente por ser enorme o seu vazio interior…

Se o mal penetra o nosso coração, é porque aí encontra um lugar onde se instalar, uma certa cumplicidade.

Se o sofrimento nos faz azedos e maus, é por termos o coração vazio: vazio de fé, de esperança e de amor.

Pelo contrário, se nele houver uma total confiança em Deus, se esperar tudo da Sua bondade e fidelidade, se a finalidade da nossa vida não for a procura de nós mesmos, mas fazer a vontade de Deus, amá-l`O de todo o coração e amar o próximo como a nós mesmos, então o mal não pode penetrar nele de maneira nenhuma.

Se nos enraizarmos em Deus pela fé e pela oração, se deixarmos de censurar aqueles que nos rodeiam por tudo o que não corre bem na nossa vida e de nos considerar vítimas dos outros ou das circunstâncias, se assumirmos decididamente as nossas próprias responsabilidades e aceitarmos a nossa vida como é, se lançarmos mão, constantemente, das nossas capacidades de crer, esperar e amar, se estivermos resolvidos a conquistar a liberdade de que temos falado (liberdade interior), ela ser-nos-á progressivamente concedida.»

Jacques Philippe, em “A Liberdade Interior”

Ó Espírito Santo!

Ö Espírito Santo.
Amor do Pai e do Filho,
Inspirai-me sempre
Aquilo que devo pensar,
Aquilo que devo dizer,
Como devo dizer,
Como devo dizê-lo,
Aquilo que devo calar,
Aquilo que devo escrever,
Como devo agir,
Aquilo que devo fazer,
para procurar a Vossa glória,
o bem das almas
e minha própria santificação.
Ó Jesus, toda a minha confiança está em Vós.
Ó Maria, Templo do Espírito Santo, ensinai-nos a sermos fiéis àquele que habita em nosso coração.
Amém.

Cardeal Verdier


Estou em crise: o que fazer?

janeiro 15, 2010

Uma das maiores frustrações de um padre é ver ovelhas de seu rebanho viverem o seu compromisso com Cristo com entusiasmo e dedicação, e de repente, diante dos problemas da vida, desabarem como um prédio que não tem bom alicerce. Fica a impressão que a vida de oração, a participação nos sacramentos, de um modo especial a Eucaristia e Reconciliação, o engajamentos pastoral não são capazes de dar a força para reagir diante das dificuldades da vida. Quantos cristãos de linha de frente no meio da batalha ficam machucados emocionalmente, e permanecem por muito tempo ou para sempre nesta triste situação.

Surge uma questão importante: Qual é a causa desta situação tão dolorosa que afeta a caminhada cristã de tantas pessoas? Uma das principais é a ilusão de que cristão não passa por crises. Quantas vezes ouvi pessoas afirmando para os outros ou para si próprias: “ O verdadeiro cristão não fica deprimido, isso é falta de confiança em Deus.”. Diante desta afirmação surge o sentimento de culpa que bloqueia toda reação positiva. Também é comum o questionamento “ Como isso foi acontecer comigo?”. Aqueles mais pessimistas concluem: “ Deus esta me castigando por alguma coisa errada.”

A conseqüência da dificuldade em lidar com os problemas é tentar viver a ilusão que nada esta acontecendo, reprimindo os sentimentos e usar uma série de “técnicas pseudo-cristãs” sem resultado algum. Significa fingir que tudo esta bem, como se fosse algo vergonhoso reconhecer a própria fraqueza ou erro. Por meio desta atitude ignora-se uma verdade espiritual importante, ensinada pelo apóstolo Paulo em 1Cor 12,9b: “ prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.”

Não se trata de cair na atitude simplista de dizer “ errei porque sou humano”, “ eu não mereço esta situação, vou desistir de tudo” ou culpar alguém. É preciso ter presente que somos seres em constante mudança. Não importa se estas mudanças surjam de questionamentos interiores, relacionamento marido e mulher, pais e filhos, parentes, namoro, ambiente profissional, igreja, com as pessoas em geral, ou ainda de algum vício, doença ou da própria morte. Em qualquer um dos casos é necessário aprender a lidar com o conflito, tendo sempre presente a misericórdia de Deus.

É muito fácil buscar “soluções mágicas” e “instantâneas” bem a moda da nossa sociedade de consumo. A nossa vida emocional-afetiva não é como algo errado escrito no computador que basta teclar delete para apagar. Também é diferente de uma lata descartável de refrigerante, que depois de usada é amassada, e jogada fora. A mente, o coração, os sentimentos e o corpo nos pregam surpresas quando somos expostos às crises da vida. Nem sempre , em um primeiro momento, reagimos conforme nossas crenças. “ Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem o que se me depara é o mal.”(Rm 7,21).

Quantas vezes perdemos as rédeas dos problemas, e como conseqüência criamos bloqueios emocionais que impedem uma solução adequada. Aí entram em cena a ansiedade, depressão, sentimento de culpa, complexo de rejeição, raiva, amargura… dificultando mais ainda a possibilidade de enfrentar a situação.

Existe saída? Sim. Basta a disposição para aprender a lidar com as crises de acordo com os ensinamentos de Jesus. “ No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”(Jo 16,33b). A palavra chave é : Coragem. Não desistir de si mesmo, das pessoas ou da própria vida. O importante é não ter medo de lidar com os problemas e nem de errar na busca da solução. Uma coisa é certa: Deus jamais nos abandona, Ele nos entende e somente Ele tem o que realmente necessitamos.

Oração para pedir a Fé

Senhor, eu creio, eu quero crer em Ti. Senhor, faze que a minha fé seja total, sem reserva; que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de julgar as coisas divinas e as coisas humanas.

Senhor, faze que minha fé seja livre, isto é, tenha o concurso pessoal de minha adesão, aceite as renúncias e os deveres que ela comporta, seja a expressão do que há de mais decisivo em minha personalidade. Eu creio em Ti, Senhor!

Senhor, faze que minha fé seja certa, graças a uma convergência exterior de provas e ao testemunho interior do Espírito Santo, que ela seja certa por sua luz que assegura, por suas conclusões que pacificam, por sua assimilação que repousa.

Senhor, faze que minha fé seja forte, que ela não tema a oposição daqueles que a contestam, a atacam, a recusam e a negam; mas que ela se fortifique na experiência íntima da verdade, que ela resista ao desgaste da crítica, que ela se afirme na afirmação contínua, que ela ultrapasse as dificuldades dialéticas e espirituais no meio das quais transcorre nossa existência temporal.

Senhor, faze que minha fé seja alegre, que ela dê paz e alegria a minha alma, que ela se disponha a rezar a Deus e a conversar com os homens de tal maneira que irradie nesses encontros sagrados e profanos a felicidade interior de Tua posse feliz.

Senhor, faze que minha fé seja atuante e que ela dê à caridade a razão de sua expansão moral, de maneira que ela seja verdadeira amizade Contigo e que na ação, no sofrimento, na espera da revelação final, ela seja uma contínua busca de Ti, um contínuo testemunho, um contínuo alimento de esperança.

Senhor, faze que minha fé seja humilde, e que não tenha a presunção de fundar-se na experiência de meu pensamento e de meu sentimento; mas que se submeta ao testemunho do Espírito Santo, e que não tenha outra nem melhor garantia que a docilidade à tradição e à autoridade do Magistério da santa Igreja. Amém.


7 passos para vencer a depressão

dezembro 24, 2009

São Gregório Nazianzeno quando passou pela experiência da depressão, orou do seguinte modo:

O sopro da vida, ó Senhor, parece estar desaparecendo de mim.

Meu corpo está tenso, minha mente cheia de ansiedade,

não tenho nenhum entusiasmo, e nem energia.

Estou impotente para acalmar meus medos.

Sou incapaz de relaxar meus membros.

A escuridão invade constantemente meus pensamentos

Senhor, fortalece a minha alma, revigora o meu corpo.

 

Não existem pessoas isentas de passar pelo vale escuro da depressão. Na Bíblia temos muitos exemplos de heróis da fé passando por esta situação. Um destes exemplos, é o profeta Elias. Em 1º Rs 19,3.4 lemos: “Elias teve medo, e partiu para salvar a sua vida… Sentou-se debaixo de um junípero e desejou a morte: Basta, Senhor, disse ele; tirai-me a vida… ”

Vemos nesse caso, o modo carinhoso como Deus cuidou de Elias: “Mas eis que um anjo tocou-o, e disse: Levanta-te e come.”( 1Rs 19, 5). Lá estavam água e pão. Esta água recorda a graça batismal e a força do Espírito Santo que habita em nós. O pão aponta para a Eucaristia, Corpo e Sangue de Jesus.

Deus continua enviando o seu anjo para nos ajudar. Ele faz isso por meios que nem sempre reconhecemos. O familiar tentando nos animar, a palavra amiga de alguém, o sorriso de uma criança, este artigo, e porque não falar dos psiquiatras ou psicólogos.

Existe também muita riqueza na fé católica, capaz de levar uma pessoa deprimida de volta a integridade. E o fundamento é a certeza de que Deus é amor incondicional, jamais nos recrimina e sempre esta com os braços abertos para nos acolher.

Deus não rejeita ou censura o deprimido. Também não é verdade que a depressão é a conseqüência de algum pecado, falta de fé, oração ou outra coisa semelhante.

7 passos para vencer a depressão

1. Tente encontrar um lugar tranqüilo

Escute uma música suave. Respire profundamente. Imagine Jesus vindo em sua direção com um grande sorriso. Fale do seu estado de espírito: inquietação, ansiedade, falta de concentração…Abra o seu coração para Ele. Sinta sua presença junto de você. Deixe o amor de Jesus inundar seu coração. E por fim agradeça!

2. Faça uma caminhada

Vá escutando uma música pelo caminho. Observe o céu, a natureza, as pessoas ao seu redor. Ofereça seu coração a Jesus, mesmo se a dor for profunda. Embora você possa estar sozinho na caminhada, Jesus esta no seu coração. Diga-lhe como se sente…mesmo se tudo parecer escuro e sem sentido. Repita quantas vezes forem necessárias a jaculatória: “Jesus enche-me com o Teu amor e alegria.”

3. Lembre de alguém que esta passando por algum sofrimento ou doença.

Imagine-se levando conforto para esta pessoa. Peça a Jesus a benção para que possa se restabelecer.

4. Segure um crucifixo em sua mão

Feche os olhos e lembre de Jesus. Diga interiormente: “Jesus, a cruz é o sinal do Teu amor por mim! O Teu sangue foi derramado para minha cura.”.

5. Se estiver se sentido para baixo, busque um lugar tranqüilo e abra a Bíblia.

Existem diversas passagens dos salmos para serem lidas calmamente: 22, 25, 62,102 e outros.

6. Quando parecer difícil se concentrar, tente rezar com estas palavras, ou outras semelhantes: “ Meu Deus eu te amo.”

7. Quando passar por uma Igreja, se não for possível entrar, pare por alguns instantes, lembre do amor de Deus por você. Um bom remédio é “gastar”, um certo tempo, diante do sacrário. Aprenda o significado da visita ao Santíssimo Sacramento. E evidentemente, participe da santa missa, nela você se encontrará com Jesus, médicos dos médicos.

Oração para pedir a cura da depressão

Senhor meu Deus e meu Pai, venho a Ti de todo o meu coração pedir a Tua presença amorosa em todo o meu ser, trazendo paz e coragem para reagir.

Senhor, derrama o Teu poder na raiz desta depressão, seja ela de origem espiritual, física ou emocional.

Senhor, recebo a Tua presença tirando de mim o medo, sentimento de culpa, rejeição, o afastamento, a insatisfação, o egoísmo e todo desânimo.

Senhor, dá-me força para me levantar e superar todas as barreiras interiores ou exteriores que estão diante de mim.

Recebo neste momento, a Tua benção com força do Espírito Santo para viver vitoriosamente.

Em nome de Jesus, meu único Senhor, Salvador e Libertador.

Amém.

Peça também a intercessão de Nossa Senhora rezando a devoção das três Ave-Marias.

Estarei esperando o seu testemunho. Escreva-me. Você é a razão de ser do meu ministério sacerdotal.

Recomendo a leitura de um livro que irá ajudar você na cura da depressão e outras feridas emocionais: