Vença as crises

julho 9, 2011

 Uma das maiores frustrações de um padre é ver ovelhas de seu rebanho viverem o seu compromisso com Cristo com entusiasmo e dedicação, e de repente, diante dos problemas da vida, desabarem como um prédio que não tem bom alicerce. Fica a impressão que a vida de oração, a participação nos sacramentos, de um modo especial a Eucaristia e Reconciliação, o engajamentos pastoral não são capazes de dar a força para reagir diante das dificuldades da vida. Quantos cristãos de linha de frente no meio da batalha ficam machucados emocionalmente, e permanecem por muito tempo ou para sempre nesta triste situação.

 Surge uma questão importante: Qual é a causa desta situação tão dolorosa que afeta a caminhada cristã de tantas pessoas?  Uma das principais é a ilusão de que cristão não passa por crises. Quantas vezes ouvi pessoas afirmando para os outros ou para si próprias: “ O verdadeiro cristão não fica deprimido, isso é falta de confiança em Deus.”. Diante desta afirmação surge o sentimento de culpa que bloqueia toda reação positiva. Também é comum o questionamento “ Como isso foi acontecer comigo?”. Aqueles mais pessimistas concluem: “ Deus esta me castigando por alguma coisa errada.”

A conseqüência da dificuldade em lidar com os problemas é tentar viver a ilusão que nada esta acontecendo, reprimindo os sentimentos e usar uma série de “técnicas pseudo-cristãs” sem resultado algum. Significa fingir que tudo esta bem, como se fosse algo vergonhoso reconhecer a própria fraqueza ou erro. Por meio desta atitude ignora-se uma verdade espiritual importante, ensinada pelo apóstolo Paulo em 1Cor 12,9b: “ prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.”

 Não se trata de cair na atitude simplista de dizer “ errei porque sou humano”, “ eu não mereço esta situação, vou desistir de tudo” ou culpar alguém. É preciso  ter presente que somos seres em constante mudança. Não importa se estas mudanças surjam de questionamentos interiores, relacionamento marido e mulher, pais e filhos, parentes, namoro, ambiente profissional, igreja, com as pessoas em geral, ou ainda de algum vício, doença ou da própria morte. Em qualquer um dos casos é necessário aprender a lidar com o conflito, tendo sempre presente a misericórdia de Deus.

 É muito fácil buscar “soluções mágicas” e “instantâneas” bem a moda da nossa sociedade de consumo. A nossa vida emocional-afetiva não é como algo errado escrito no computador que basta teclar delete para apagar. Também é diferente de uma lata descartável de refrigerante, que depois de usada é amassada, e jogada fora. A mente, o coração, os sentimentos e o corpo nos pregam surpresas quando somos expostos às crises da vida. Nem sempre , em um primeiro momento, reagimos conforme nossas crenças. “Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem o que se me depara é o mal.”(Rm 7,21).

Quantas vezes perdemos as rédeas dos problemas, e como conseqüência criamos bloqueios emocionais que impedem uma solução adequada. Aí entram em cena a ansiedade, depressão, sentimento de culpa, complexo de rejeição, raiva, amargura… dificultando mais ainda a possibilidade de enfrentar a situação.

Existe saída? Sim. Basta a disposição para aprender a lidar com as crises de acordo com os ensinamentos de Jesus. “ No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”(Jo 16,33b). A palavra chave é : Coragem. Não desistir de si mesmo, das pessoas ou da própria vida. O importante é não ter medo de lidar com os problemas e nem de errar na busca da solução. Uma coisa é certa: Deus jamais nos abandona, Ele nos entende e somente Ele tem o que realmente necessitamos.

 

 

 Oração diante das crises

 

Senhor, ensina-me a entregar-Vos com toda confiança,

 

tudo o que sou, sinto e tenho.

 

 Neste momento desejo Vos devolver a direção de tudo

 

o que se encontra em meus cuidados,

 

e Vos agradecer por ser um de vossos administradores,

 

pois Sois dono de todo o Universo,

 

de minha vida, de tudo o que tenho.

 

Ajudai-me a nunca sair de Vossos propósitos,

 

colocar sempre meus problemas em Vossas mãos

 

e assim descansar meu coração.

 

Que nos momentos em que me vier a ansiedade

 

tão própria de minha fraqueza humana,

 

fortalecei-me, Senhor,

 

dando-me a graça de lembrar-me

 

sempre destas Vossas santas Palavras:

 

“Confiai vossas preocupações,

 

porque Ele tem cuidado de Vós”.

Obrigada(o), Senhor.

Clip_Adriana_-_Abraço_de_Pai 

 

 

 


Estou em crise: o que fazer?

janeiro 15, 2010

Uma das maiores frustrações de um padre é ver ovelhas de seu rebanho viverem o seu compromisso com Cristo com entusiasmo e dedicação, e de repente, diante dos problemas da vida, desabarem como um prédio que não tem bom alicerce. Fica a impressão que a vida de oração, a participação nos sacramentos, de um modo especial a Eucaristia e Reconciliação, o engajamentos pastoral não são capazes de dar a força para reagir diante das dificuldades da vida. Quantos cristãos de linha de frente no meio da batalha ficam machucados emocionalmente, e permanecem por muito tempo ou para sempre nesta triste situação.

Surge uma questão importante: Qual é a causa desta situação tão dolorosa que afeta a caminhada cristã de tantas pessoas? Uma das principais é a ilusão de que cristão não passa por crises. Quantas vezes ouvi pessoas afirmando para os outros ou para si próprias: “ O verdadeiro cristão não fica deprimido, isso é falta de confiança em Deus.”. Diante desta afirmação surge o sentimento de culpa que bloqueia toda reação positiva. Também é comum o questionamento “ Como isso foi acontecer comigo?”. Aqueles mais pessimistas concluem: “ Deus esta me castigando por alguma coisa errada.”

A conseqüência da dificuldade em lidar com os problemas é tentar viver a ilusão que nada esta acontecendo, reprimindo os sentimentos e usar uma série de “técnicas pseudo-cristãs” sem resultado algum. Significa fingir que tudo esta bem, como se fosse algo vergonhoso reconhecer a própria fraqueza ou erro. Por meio desta atitude ignora-se uma verdade espiritual importante, ensinada pelo apóstolo Paulo em 1Cor 12,9b: “ prefiro gloriar-me das minhas fraquezas, para que habite em mim a força de Cristo.”

Não se trata de cair na atitude simplista de dizer “ errei porque sou humano”, “ eu não mereço esta situação, vou desistir de tudo” ou culpar alguém. É preciso ter presente que somos seres em constante mudança. Não importa se estas mudanças surjam de questionamentos interiores, relacionamento marido e mulher, pais e filhos, parentes, namoro, ambiente profissional, igreja, com as pessoas em geral, ou ainda de algum vício, doença ou da própria morte. Em qualquer um dos casos é necessário aprender a lidar com o conflito, tendo sempre presente a misericórdia de Deus.

É muito fácil buscar “soluções mágicas” e “instantâneas” bem a moda da nossa sociedade de consumo. A nossa vida emocional-afetiva não é como algo errado escrito no computador que basta teclar delete para apagar. Também é diferente de uma lata descartável de refrigerante, que depois de usada é amassada, e jogada fora. A mente, o coração, os sentimentos e o corpo nos pregam surpresas quando somos expostos às crises da vida. Nem sempre , em um primeiro momento, reagimos conforme nossas crenças. “ Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem o que se me depara é o mal.”(Rm 7,21).

Quantas vezes perdemos as rédeas dos problemas, e como conseqüência criamos bloqueios emocionais que impedem uma solução adequada. Aí entram em cena a ansiedade, depressão, sentimento de culpa, complexo de rejeição, raiva, amargura… dificultando mais ainda a possibilidade de enfrentar a situação.

Existe saída? Sim. Basta a disposição para aprender a lidar com as crises de acordo com os ensinamentos de Jesus. “ No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo.”(Jo 16,33b). A palavra chave é : Coragem. Não desistir de si mesmo, das pessoas ou da própria vida. O importante é não ter medo de lidar com os problemas e nem de errar na busca da solução. Uma coisa é certa: Deus jamais nos abandona, Ele nos entende e somente Ele tem o que realmente necessitamos.

Oração para pedir a Fé

Senhor, eu creio, eu quero crer em Ti. Senhor, faze que a minha fé seja total, sem reserva; que ela penetre no meu pensamento e na minha maneira de julgar as coisas divinas e as coisas humanas.

Senhor, faze que minha fé seja livre, isto é, tenha o concurso pessoal de minha adesão, aceite as renúncias e os deveres que ela comporta, seja a expressão do que há de mais decisivo em minha personalidade. Eu creio em Ti, Senhor!

Senhor, faze que minha fé seja certa, graças a uma convergência exterior de provas e ao testemunho interior do Espírito Santo, que ela seja certa por sua luz que assegura, por suas conclusões que pacificam, por sua assimilação que repousa.

Senhor, faze que minha fé seja forte, que ela não tema a oposição daqueles que a contestam, a atacam, a recusam e a negam; mas que ela se fortifique na experiência íntima da verdade, que ela resista ao desgaste da crítica, que ela se afirme na afirmação contínua, que ela ultrapasse as dificuldades dialéticas e espirituais no meio das quais transcorre nossa existência temporal.

Senhor, faze que minha fé seja alegre, que ela dê paz e alegria a minha alma, que ela se disponha a rezar a Deus e a conversar com os homens de tal maneira que irradie nesses encontros sagrados e profanos a felicidade interior de Tua posse feliz.

Senhor, faze que minha fé seja atuante e que ela dê à caridade a razão de sua expansão moral, de maneira que ela seja verdadeira amizade Contigo e que na ação, no sofrimento, na espera da revelação final, ela seja uma contínua busca de Ti, um contínuo testemunho, um contínuo alimento de esperança.

Senhor, faze que minha fé seja humilde, e que não tenha a presunção de fundar-se na experiência de meu pensamento e de meu sentimento; mas que se submeta ao testemunho do Espírito Santo, e que não tenha outra nem melhor garantia que a docilidade à tradição e à autoridade do Magistério da santa Igreja. Amém.