A importância do Batismo no Espírito Santo

julho 22, 2011

O acontecimento decisivo para a Igreja iniciar a missão recebida de Jesus deu-se por ocasião do seu batismo no Espírito. Todos os presentes no cenáculo de Jerusalém foram mergulhados ou imersos no poder do Espírito Santo. Esta experiência pentecostal passará a ser prática normal para a vida e crescimento da Igreja. O ensino bíblico e também da Igreja primitiva, não deixa margens para dúvidas: a vida cristã autêntica começa com a decisão de seguir a Jesus, que para se manter necessita do dom do Espírito Santo. O motivo é muito simples: Jesus é aquele “ que batiza no Espírito Santo” (Mt 3,11; Mc 1,8; Lc 3,16; Jo 1,33). A vinda do Espírito Santo em Pentecostes abriu as portas do cenáculo para a Igreja ser apresentada para o mundo com impacto “ veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso…”(Atos 2,2). Neste dia cumpriram-se as promessas de Jesus:

 “ Eu vos mandarei o Prometido de meu Pai; entretanto, permanecei na cidade, até que sejais revestidos da força do alto.”(Lc 24,49);

porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias.”(Atos 1,5).

Nestas duas pequenas passagens observamos como Jesus fez questão de indicar para os discípulos a importância de estar “cheios do Espírito”. Ele não quer somente seguidores convencidos intelectualmente, bem preparados para executar trabalhos ou com boa vontade. 

O revestimento da força do alto ou o batismo no Espírito é a experiência de ser mergulhado no amor e poder de Deus, trazendo para a pessoa uma transformação interior marcante e uma coragem nova para anunciar o Evangelho: “ mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força, e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.”(Atos 1,8).

Pentecostes não foi um fim em si mesmo, isto é, uma experiência somente para aquele momento do início da Igreja. Pedro afirma à multidão reunida diante do cenáculo : “ a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe os apelos do Senhor, nosso Deus.” Atos 2,39). Estas palavras demonstram a consciência que para viver de um modo eficaz a fé, como autêntico discípulo de Cristo, é necessária esta plenitude do Espírito.

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Coração de Jesus e o Espírito Santo

junho 30, 2011

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus brota, de um modo especial, na cruz do Calvário onde o soldado “abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.” (Jo 19,34)

O evangelho de São João nos diz:“…saiu sangue e água.” indicando que se temos sede de Deus, temos que ir a Jesus.

Na cruz do Calvário se realizou a palavra de Jo 7,37-38: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura: Do seu interior manarão rios de água viva (Zc 14,8; Is 58,11).”

 O que significa esta água que jorra do coração de Jesus?

Os Padres da Igreja viram muitos significados simbólicos importantes.

Primeiro, segundo o evangelho de São João, esta água aponta para o Espírito Santo. Tal revelação aparece de modo explícito em Jo 7,39: “Dizia isso, referindo-se ao Espírito que haviam de receber os que cressem nele…”. O sangue e a água que saem do coração de Jesus indicam que o Sacrifício de Jesus nos dá o Espírito de Deus, o Espírito da verdade, o Espírito do amor.

 Também é importante ter presente que água e coração estão intimamente ligados. O coração exprime o lugar onde Deus quer nos encontrar e transformar. Esta obra acontece quando o Espírito age em nossa vida com o nosso sim. Santo Agostinho ensina: “Aquele que te criou sem ti, sem ti não te salvará”.

 Ao mesmo tempo os Padres da Igreja vêem na água e sangue o símbolo dos sacramentos da Igreja. O batismo e a Eucaristia estão unidos do mesmo modo.

No batismo o sinal utilizado é a água, mas a sua eficácia é graças ao sangue de Jesus. Por isso, por exemplo, o Apocalipse nos diz que lavamos as nossas vestes no sangue do Cordeiro (cf. Apc 7,14). Portanto, no batismo temos água e sangue: água que é visível, e o sangue que dá valor a esta água.

Na Eucaristia acontece o contrário: É o sangue que nos é dado a beber, e este sangue nos dá a água do Espírito, que Cristo prometeu enviar, e jorrou do seu lado aberto na cruz.

Quem tem sede de Deus, de felicidade e de amor, somente será saciado pelo sangue de Jesus. Aproximemo-nos de Jesus e peçamos que nos renove com Seu Espírito.

O lugar por excelência para receber esta renovação no Espírito é a Eucaristia. Aqui se torna presente o sacrifício da cruz, lugar onde jorrou sangue e água. A Eucaristia é um encontro com Aquele que batiza no Espírito Santo, pois aqui esta o Cristo vivo. Ao distribuir a comunhão, Santo Efrém dizia: “Recebe o Corpo de Cristo e o fogo do Espírito”. A cada comunhão encontramos com Aquele que batiza com o Espírito Santo: Jesus Cristo.

 

Consagração Individual ao Sagrado Coração de Jesus

Composta por Santa Margarida Maria

Eu, (seu nome) vos dou e consagro Sagrado Coração de Jesus Cristo, minha pessoa e minha vida, minhas ações penas e sofrimentos para não querer mais servir-me de nenhuma parte de meu ser, se não para vos honrar, amar e glorificar. É esta minha vontade irrevogável ser todo vosso e tudo fazer Por vosso amor, renunciando de todo o meu coração a tudo quanto vos possa desagradar.

Tomo-vos pois  Sagrado Coração, por único bem de meu amor, protetor de minha vida, segurança de minha salvação, remédio de minha fragilidade e de meu inconsciente, reparador de todas as imperfeições de minha vida e meu asilo seguro na hora da morte.

Sede Coração de Bondade, minha justificação diante de Deus vosso Pai para que desvie de mim sua justa cólera.  Coração de Amor deposito toda minha confiança em vós pois, tudo temo de minha malícia e de minha fraqueza, mas tudo espero de vossa bondade. Retirai de mim tudo o que possa desagradar-vos ou se oponha a vossa vontade.

Seja o vosso puro Amor tão profundamente impresso em meu coração que jamais possa eu esquecer-vos nem separar-me de vós. Suplico por todas as vossas finezas que meu nome seja inscrito em vosso coração, pois quero fazer consistir toda a minha felicidade e toda a minha glória em viver e morrer como vosso escravo. Amém

 


Precisamos do Espírito Santo!

maio 28, 2011

Nosso Senhor Jesus Cristo nos revela que existe somente uma forma para provar que somos seus discípulos: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos.” (Jo 14,15).

Para Jesus o testemunho do nosso amor por Ele,deve se manifestar na alegria de viver o evangelho. E isso não se faz somente com boas intenções ou palavras bonitas, mas sobretudo através de atos. Ninguém pode dizer amar a Jesus e ao mesmo tempo fazer o mal. O egoísmo, ódio, mentira, desonestidade, adultério, violência…são próprios de quem não vive Jesus.

Pelas nossas próprias capacidades jamais seríamos capazes de viver assim. Por isso, a quem esta pronto a amar e viver os seus mandamentos, Jesus promete: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.” (Jo 14,16)

A palavra Paráclito, em grego tem vários significados: pessoa que ajuda em uma situação de angústia, defende de algum perigo, aconselha…

Jesus mostra aos seus discípulos a importância do Espírito Santo: quem o tem recebe força e luz para enfrentar a vida,e mudar da derrota para a vitória. O Espírito Santo é um dom, isto é, presente gratuito para quem?

Jo 14,15-16

“Se me amais, guardareis os meus mandamentos.E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Paráclito, para que fique eternamente convosco.”

Espírito Santo tem como missão continuar a obra de Jesus. Ninguém experimenta a alegria do amor de Deus,e a manifestação de suas maravilhas,se não estiver cheio do Espírito Santo. Aí esta a causa da força o fraqueza de muitos cristãos.

Sto. Inácio de Antioquia, que morreu mártir em Roma, no início do II século, afirmava que o Espírito Santo é como uma fonte jorrando no coração e sussurra: “Vem, vem para Deus”.

São João Maria Vianney escreveu “Aqueles que possuem o Espírito Santo não produzem nada de mau; todos os frutos os frutos do Espírito Santo são bons…quando se possue o Espírito Santo, o coraçao dilata-se e mergulha no amor de Deus.”

O Espírito Santo nos ajuda a entender a necessidade de buscar a Deus, e a viver a fé com entusiasmo. Ele dá força para vencer o pecado, acabar com a escravidão dos vícios, e crer em milagres. O Espírito Santo tira o medo de testemunhar Jesus.

Não podemos tratar o Espírito Santo como um estranho, Ele habita em nós, pois o recebemos no batismo. Deixá-lo agir significa a coragem para se tornar uma nova criatura, um outro Cristo.

O Espírito Santo precisa de nós para ser Paráclito. Ele quer consolar, defender, exortar; mas não tem boca, mãos, olhos para «dar corpo» a seu consolo. Uma vez transformados por Ele, as nossas mãos, nossos olhos, nossa boca passam a ser o canal para chegar nas pessoas e no mundo.

Precisamos reconduzir a Igreja ao cenáculo, para isso precisamos pedir todos os dias ao Espírito Santo para que nos guie e ilumine.

Reze comigo:

Oração_ao_Espírito_Santo


Semana Santa: a nossa semana!

abril 16, 2011

          A semana santa começa no Domingo de Ramos. Uma semana cheia de alegrias, e também de dor para Jesus. Tudo começa com a entrada triunfal em Jerusalém. As pessoas acolhem Jesus espalhando as roupas pelo chão, fazendo como que um grande tapete real. Outras, cortam ramos para aclamá-lo com as boas vindas. São Lucas descreve esta cena de um modo emocionante: “Quando já se ia aproximando da descida do monte das Oliveiras, toda a multidão dos discípulos, tomada de alegria, começou a louvar a Deus em altas vozes, por todas as maravilhas que tinha visto. E dizia: Bendito o rei que vem em nome do Senhor! Paz no céu e glória no mais alto dos céus!(Lc 19,37-38).

          Na 5º feira santa, véspera da morte na cruz, durante os preparativos da última ceia, Jesus revela dois sentimentos fortes em relação a nós. O primeiro esta em Lc 22,15: “Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de sofrer.”. Aí fica evidente o desejo do nosso maior amigo: encontrar-se continuamente conosco. E por quê este desejo? Em Jo 13,1 temos a resposta: “como amasse os seus que estavam no mundo, até o extremo os amou.”. Nesta noite feliz realiza o maior dos seus milagres: a Eucaristia: “Pegando o cálice, deu graças e disse: Tomai este cálice e distribuí-o entre vós. Pois vos digo: já não tornarei a beber do fruto da videira, até que venha o Reino de Deus. Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo tomou também o cálice, depois de cear, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue, que é derramado por vós…” (Lc 22,17-20). Será possível o pão e o sangue se transformarem no Corpo e Sangue de Jesus? Se com a Sua Palavra curava, libertava das forças malignas e perdoava os pecados, também tem o poder para tornar realidade esta maravilha: Isto é o meu corpo… Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue. É um privilégio participar desta noite, onde somos  mergulhados na grandeza do amor de Jesus por nós. Este amor é tão forte que se dá em alimento para a nossa salvação, cura, libertação e perdão.

          Na 6º feira santa aparece a contradição do coração humano. A multidão se volta contra Jesus e grita “crucifica-o…crucifica-o”. Em muitos lugares é dia de silêncio, oração… as pessoas se recolhem para meditar sobre o significado da cruz. Deus permite que carreguemos a cruz de certos problemas somente até o Calvário, quando aí chegamos, Jesus assume o nosso lugar. A celebração das 15 hs – hora da morte de Jesus – é o ponto alto deste dia de amor. Também é bonita a fé do povo de percorrer as ruas com a Via Sacra.

          Chega o sábado com a Vigília Pascal. Esta é uma das celebrações mais antigas da Igreja. É a espera da ressurreição. Muitos são os símbolos usados para nos ajudar a viver o significado profundo desta noite santa. O sacerdote acende o fogo novo, sinal da força do Espírito de Deus para avivar a chama da nossa fé. A Igreja escura, recorda como é o mundo sem Deus. Acender as velas aponta para Jesus, luz do mundo, e renova no coração de todos a alegria e esperança. A benção da água e a renovação das promessas batismais, demonstra o nosso valor aos olhos de Deus: somos Seus filhos amados, ninguém esta excluído deste amor!

          Finalmente, chegamos ao grande dia: Domingo de Páscoa. Depois de tantos acontecimentos dramáticos, a conclusão é incrível! Jesus ressuscita dos mortos. Ele esta vivo! Ele fez tudo isso por causa de você.

          A semana santa é o convite de Deus para a aventura de uma vida rica de bênçãos e vitórias. Tudo aconteceu rapidamente, como é a própria vida. Não podemos perder tempo olhando para trás, remoendo erros ou oportunidades perdidas. Existe esperança. Você pode transformar a morte em vida! Basta aprender as lições da semana santa.

          Esta é hora de Deus para a sua vida! Levante os ramos acolhendo Jesus no coração. Entre na sala do cenáculo contínuo da santa missa. Una-se à doce Virgem Maria e ao discípulo amado aos pés da cruz. Acenda a luz da nova vida, renovando a graça da sua amizade com Jesus. E por fim no Domingo de Páscoa, eleve o seu canto de Aleluia!

Feliz Páscoa! Feliz Páscoa! Feliz Páscoa! Feliz Páscoa!

 

 


Renova Renovação!

julho 2, 2010

 

 “O surgimento da Renovação na seqüência do Concílio Vaticano II foi um dom particular do Espírito Santo à Igreja. Certamente um dos os resultados mais importantes desse despertar espiritual foi a aumentada sede de santidade…”       João Paulo II

Se perguntassem para mim: Qual a maior necessidade da renovação carismática católica? Eu responderia: voltar ao espírito do início da ação do Espírito Santo. Voltar ao espírito do início não significa ficar no passado, e sim recuperar o mesmo entusiasmo e ardor pelo Reino de Deus.

 O risco de todos os avivamentos é com o tempo se institucionalizarem além do necessário, e como conseqüência perderem o dinamismo da liberdade do Espírito. E isso é esquecer o propósito de Deus ao conceder “esta nova chance para a Igreja”, segundo palavras de Paulo VI, em um dos seus encontros com dirigentes da renovação carismática.

 A renovação carismática nasceu para manter viva a consciência de que a Igreja é chamada a um contínuo Pentecostes. Este era o desejo de João XXIII ao convocar o Concílio Vaticano II. No final da carta de convocação dos bispos escreveu: “Renova em nossa época os prodígios de um novo Pentecostes…”.

 Uma das respostas a esta oração do sucessor de Pedro, aconteceu em um final de semana de fevereiro de 1967. Um grupo de estudantes da universidade de Duquesne, nos Estados Unidos, se reuniu para um retiro. A finalidade era rezar e estudar o livro de Atos dos Apóstolos. Na noite do sábado acontece a experiência maravilhosa do batismo no Espírito, e a manifestação espontânea dos carismas.

 Estes jovens foram o instrumento para uma verdadeira revolução espiritual na Igreja católica, segundo alguns, somente comparada ao Pentecostes da sala do cenáculo de Jerusalém.

 A renovação carismática mostrou a sua força pela simplicidade. Sem recursos de nenhuma espécie, apoiando-se unicamente na riqueza do Espírito Santo, contando com a intercessão de Maria, assumiu a missão de anunciar com paixão o evangelho.

 As sementes foram os pequenos grupos de oração. No início aconteciam nas casas, e quando era permitido em alguma sala das paróquias. A característica era o fervor, louvor, exercício dos carismas, amor a Palavra. O clima era de fraternidade, todos se sentiam realmente irmãos em Jesus Cristo. E o importante, as pessoas não perdiam por nada estas reuniões cheias de poder. Todos eram ocupados, mas tinham sido tocados pelo fogo do Espírito, por isso não faltavam. Vinham como estavam, e saiam renovados. Não perdiam nenhuma ocasião para testemunhar a transformação de suas vidas. E isso conquistava mais pessoas, sem uma estratégia de propaganda. Era a confiança na obra do Espírito Santo.  

 Não podemos esquecer dos seminários de vida no Espírito. Eu vi seminários de vida começarem com alguns bancos cheios e encerrarem em catedrais ou teatros lotados. Eu preguei durante anos (junto com Pe. Eduardo, Padre Jonas, a saudosa tia Laura…) no Estádio do Morumbi com 150.000 participantes. Não estou falando somente de números, mas da obra de multiplicação quando estamos na dependência de Jesus, guiados pelo Espírito Santo. Eram dias de abertura à Palavra, restauração de vidas, cura de enfermidades, libertação do mal. E o interessante pouca estrutura, e infinita entrega voluntária dos servos.

 O Espírito Santo não necessita de ajuda e sim de docilidade às suas inspirações. Voltar ao início significa não cair na armadilha de “modismos” ou “estratégias” passageiras. Exige a coragem de entregar a vida a Jesus, romper como pecado, acender o fogo do Espírito no coração, e ser testemunha das maravilhas de Deus. E tudo mais será dado em acréscimo.

 

Vem Espírito Santo, Inunda-nos!

Espírito do Pai, vivifica-nos!
Espírito do Filho, salva-nos !
Amor eterno, abrasa-nos,
Com Teu fogo, infama-nos,
Com Tua luz, ilumina-nos.
Fonte viva, sacia-nos,
De nossos pecados, purifica-nos.
Por Tua unção, robustece-nos,
Com Teu consolo, recreia-nos,
Com Tua graça, guia-nos
E protege-nos com Teus anjos.
Não consistas jamais separar-nos de Ti
E ouve nossa oração, Deus Espírito Santo.
Toca-nos com Teu dedo
E infunde-nos a torrente de virtudes.
Fortalece-nos com Teus dons,
Deleita-nos com Teus frutos.
Guarda-nos do inimigo mau,
Unge-nos para o combate derradeiro,
Ampara-nos na hora da morte.
Chama-nos, então, para junto de Ti,
Para louvar toda a eternidade,
O Pai, o Filho e a Ti,
Com todos os santos, ó doce Consolador.
Amém.


Homenagem aos bons padres

junho 24, 2010

São João Maria Vianney

São João Maria Vianney

 

“Quando vocês vêem o sacerdote, pensem em Nosso Senhor Jesus Cristo.”

                                                                                                                 São João Maria Vianney

Eu não sei se foi por acaso, ou por uma campanha orquestrada para prejudicar a Igreja, ou ainda por uma misteriosa ação da divina misericórdia, mas a onda dos casos de abusos sexuais de uma minoria de membros do clero, em um primeiro momento, transformou todos os padres em culpados, e aparentemente ofuscou o ano sacerdotal.

Através destas minhas palavras, quero prestar uma homenagem aos milhares e milhares de bons padres, que levam uma vida exemplar, e todos os dias doam o seu ser para o serviço do Senhor e da Igreja. Estes que passaram pela dor de serem vistos como suspeitos pelo simples fato de serem sacerdotes.

Esta homenagem é dirigida aos milhares de padres anônimos, espalhados no turbilhão das grandes cidades do mundo, nas montanhas e planícies, na selva, no deserto. Padres de paróquias grandes ou pequenas, amados ou incompreendidos pelos seus paroquianos. Padres jovens ou idosos, trazendo no coração a certeza da missão confiada pelo Senhor. Padres no trabalho de evangelização através dos meios de comunicação, nem sempre valorizados dentro e fora da Igreja. Padres tendo como único propósito levar o amor de Deus aos homens e mulheres de boa vontade.

Todos trazem na mente algum padre que fez parte da história de sua vida. O padre do nosso batismo, da primeira comunhão, do dia do casamento, daquela visita na hora da doença, ou ainda do conforto das suas palavras no enterro de algum ente querido. E aquele padre que nos aconselhou em um momento difícil da vida, e quem sabe, não lembramos mais do seu nome? Muitos encontramos uma só vez, outros constantemente na paróquia, movimentos…Todos de algum modo deixaram uma marca em nós, um traço de Deus, de modo que, se temos fé em Jesus Cristo, em parte é por causa deles.

O evangelho foi anunciado aos mais distantes pontos do planeta, graças aos incontáveis bons e dedicados padres, cujos nomes se perderam no tempo. A semente do seu trabalho frutificou, e continuará, porque todos os seus esforços foram inspirados pelo próprio Deus.

Obrigado a todos vocês, padres dedicados!

Oração pelos Sacerdotes

(pronunciada pelo Santo Padre Bento XVI em 19/06/09)

Senhor Jesus, em São João Maria Vianney quiseste dar à Igreja uma comovente imagem da tua caridade pastoral.

Animados por seu exemplo e em sua companhia, faz que vivamos em plenitude este Ano Sacerdotal.

Como ele, diante de tua Eucaristia, faz que possamos aprender como é simples e diária a tua Palavra a instruir,

como é terno o amor com que acolhes os pecadores arrependidos, como é consolador abandonar-se confiantemente a tua Mãe Imaculada.

Senhor Jesus, por intercessão do Santo Cura d’Ars, faz que as famílias cristãs se tornem “pequenas igrejas”,

nas quais todas as vocações e todos os carismas, infundidos pelo teu Santo Espírito, possam ser acolhidos e valorizados.

Concede-nos, Senhor, de poder repetir, com o mesmo ardor do Santo Cura, as palavras com as quais costumava se dirigir a Ti:

Amo-te, meu Deus, e meu único desejo é amar-Te até o último respiro de minha vida.

Amo-Te, ó Deus infinitamente amável, e prefiro morrer amando-Te do que viver um só instante sem amar-Te.

Amo-Te, Senhor, e a única graça que peço é a de Te amar eternamente.

Meu Deus, se a minha lingua não puder dizer a cada instante que Te amo, quero que meu coração o repita tantas vezes quantas eu respiro.

Amo-Te, ó meu Deus Salvador, porque foste crucificado por mim, e me tens aqui crucificado por Ti.

Meu Deus, dá-me a graça de morrer amando-Te e sabendo que Te amo.

Amém.