Diário de uma peregrinação – parte 10 – O Santuário de Lourdes

 

 A placa da auto-estrada indica Tarbes-Lourdes. Estamos nos aproximando de um dos santuários marianos mais visitados do mundo, lugar de grandes conversões e milagres. Aqui em 11 de fevereiro de 1858, Nossa Senhora apareceu à jovem Bernardete. Era inverno, Bernardete vai recolher lenha para vender, e assim comprar um pouco de pão para a família. Em uma gruta, dentro de um terreno municipal, antigo depósito de lixo, junto ao rio Gave, aparece a Virgem Maria. A partir deste dia, Lourdes deixa de ser uma pequena aldeia perdida na França. Torna-se uma meta de peregrinação para milhões de católicos do mundo inteiro.

Quando avistamos as torres da Basílica-superior da Imaculada Conceição nos unimos à Virgem Maria para homenagear a Santíssima Trindade, por meio da devoção das 3 Ave-Marias. No rosto de todos estava estampada a alegria pelo privilégio de estar em um lugar tão especial.

Nos hospedamos em um dos melhores hotéis de Lourdes, tanto pelo conforto, como também pela localização e gentileza dos seus funcionários. Pelo horário, foi possível, antes do jantar, fazer uma visita ao espaço do Santuário.

Durante o jantar falei para todo o grupo sobre os três principais gestos dos peregrinos em Lourdes:

beber a água – na Bíblia a água é uma fonte de vida, também sinal de purificação dos pecados, e de um modo especial, aponta para o Espírito Santo. A água da fonte não tem nada de diferente. Santa Bernardete dizia: “Devemos bebê-la como um medicamento espiritual. A sua força esta na fé com que a bebemos.”

tocar na rocha e olhar para o alto onde esta a imagem de Nossa Senhora de Lourdes – indica a importância de jamais perder de vista que Deus é o fundamento sólido para construir uma vida feliz. A Virgem Maria aparece no alto para nos ensinar a manter o nosso olhar fixo nas realidades do céu.

Acender uma vela – É o gesto de quem pede para que a luz de Cristo permaneça sempre acesa no coração.

Na mesma noite a maioria dos peregrinos realizaram estes três gestos. Aproveitaram para participar da indescritível procissão das velas. Causa impacto ver uma multidão vindo de todas as ruas com as velas nas suas mãos. Ela é formada por crianças, jovens, adultos e idosos cheios de fé. Destacam-se as pessoas em cadeira de rodas, auxiliadas pelos voluntários de Lourdes, com suas vestimentas (principalmente as mulheres) semelhantes a de enfermeiros. Pessoas do mundo inteiro, doam um tempo do ano, para estar a disposição dos enfermos e idosos. São homens e mulheres tocados pela mensagem de Lourdes, e muitos também fazem deste serviço uma maneira para agradecer uma graça recebida. É o sinal da  fé capaz de viver a generosidade, e vencer o egoísmo.

A concentração é diante da gruta. Conduzindo a procissão vai a imagem de Nossa Senhora. O canto anima a caminhada. O terço é rezado nas mais diferentes línguas. Forma-se um cortejo recordando Pentecostes com as chamas de fogo e a manifestação do dom de línguas. Homens e mulheres de todas as partes do mundo formam uma mesma e única Igreja de Cristo. Na medida em que escurece, as luzes das velas aparecem como a luz do primeiro dia da criação. É também a luz de Cristo que veio para iluminar o mundo em trevas. Maria vai à frente apontando o caminho da salvação.

No dia seguinte, celebramos a missa na Basílica superior da Imaculada Conceição. Não existe peregrinação sem missa, e se estamos em um Santuário, mais ainda se faz necessário. A Eucaristia é o coração da Igreja.

Terminada a missa, os peregrinos, conduzidos pelos guias, percorreram o caminho de Santa Bernardete:

Primeira etapa – a igreja paroquial: fica no centro de Lourdes, aí Santa Bernardete foi batizada. Conserva-se intacta a pia batismal. Aqui entendemos uma verdade fundamental: Bernardete antes de ser uma vidente, é uma cristã. É importante meditar sobre o valor do nosso batismo, afinal por meio dele tornamo-nos filhos de Deus, discípulos de Cristo e membros da Igreja.

Segunda etapa – a moradia de Bernardete em 1858: uma antiga cadeia municipal, onde morava com os pais e os irmãos. Neste lugar simples somos convidados a meditar sobre o significado de confiar na Divina Providência.

Terceira etapa – capela da primeira comunhão de Bernardete, hoje um hospital: diante do altar, Nossa Senhora nos chama a examinar se temos participado com todo fervor da santa missa dominical.

A parte da tarde é livre para quem deseja voltar para o Santuário para rezar. Também é a oportunidade para comprar as lembranças para os parentes e amigos. À noite novamente participamos da procissão das velas.

No dia seguinte, temos a nossa missa no recinto do Santuário, e partimos para a última etapa da nossa peregrinação: Barcelona e Montserrat.

2 respostas para Diário de uma peregrinação – parte 10 – O Santuário de Lourdes

  1. Salete disse:

    Olá Pe. Alberto!
    Participei da peregrinação Santuários Franceses e Santo Sudário com o senhor.
    Gostaria de saber se o senhor vai publicar alguma das fotos ou vídeos da viagem no seu blog.
    A peregrinação foi maravilhosa e com muita espiritualidade.
    Paz de Jesus!
    Maria Salete Mesquita Paula

    • Querida Salete: Paz e bem em Jesus Cristo!

      A fotos do grupo já estao publicadas no meu site. Basta entrar na primeira págica e clicar em fliker!

      Mande notícias. Foi muito bom viajar com todos vocês!

      Pe. Alberto

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