Diário de uma peregrinação – parte 7 – A aparição do Sagrado Coração Jesus e São João Maria Vianney

 

O papa Leão XIII afirmou que Paray-le Monial é  “uma cidade querida pelo céu”. É uma localidade graciosa com 12.000 habitantes. Chama a atenção a presença de peregrinos de todas as partes do mundo, e também de todas as idades. Todos trazem no coração o desejo de rezar na simples, pequena e acolhedora capela da Aparição do Sagrado Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque. Esta manifestação do Senhor aconteceu de 1671 a 1690.

O movimento da cidade se deve principalmente ao fluxo religioso. A nossa passagem será breve. O grupo ficou em dois pequenos hotéis estratégicos. Um diante da capela das aparições do convento das irmãs da visitação, e o outro a uns 500 mts. Chegamos na parte da tarde. Pudemos rezar no mesmo lugar da aparição do Sagrado Coração, e também comprar algumas lembranças.

Na fachada da capela esta uma placa com uma inscrição emocionante: “Nesta capela aconteceram as principais aparições do Sagrado Coração a Santa Margarida Maria…” Estas palavras nos fazem entrar na capela com reverência e confiança nos cuidados de Jesus. Os olhos e o coração são inundados pelo amor de Deus.

Quem celebra a 1’ sexta-feira do mês, faz a consagração e tem entronizada a imagem do Sagrado Coração de Jesus se sente em casa. É uma experiência para trazer mais fervor, e confirmar todas as graças de Jesus.

No dia seguinte, pouco antes das 08 hs da manhã, temos a missa na capela das aparições. Próximo deste local esta a capela de São Cláudio La Colombier, diretor espiritual de Santa Margarida. Este piedoso sacerdote foi o suporte para a difusão da devoção ao Sagrado Coração. A nossa peregrinação não seria completa sem esta visita.

Voltamos para os ônibus, passando pela grandiosa Basílica do Sagrado Coração, construída pelos monges de Cluny, entre os séculos XI e XII. Ela esta ao lado do Convento das irmãs da visitação. Próxima parada a pequena de cidade de Ars, para visitar São João Maria Vianney – o Santo Cura d´ Ars.

A cidade de Ars, sinal do poder da oração!

Estar  na pequena Ars é uma experiência indescritível. Parece algo perdido no interior da França. E de fato é. Deus sempre confunde os homens.  Imaginamos serem necessárias uma série de condições para pregar o evangelho com eficácia. São João Maria Vianney prova o contrário. Sem estar em um lugar estratégico, e nem possuir a facilidade dos meios de comunicação,  alcançou  multidões.

Nasceu e cresceu no tempo conturbado da revolução francesa. Esta tentou apagar todos os vestígios da fé cristã, sem êxito. A família de São João Maria Vianney era simples e profundamente religiosa. Aí desabrochou a vocação deste grande santo. Existiam dois problemas para ir para o seminário: sua família era pobre e a dificuldade de aprendizado. Deus providenciou  a solução para todas as dificuldade, e finalmente é ordenado.

Quem chega a Ars fica admirado como é pequeno este lugar. No tempo do Cura d´ Ars era menor ainda: 250 habitantes. A participação na santa missa era praticamente nula. São João Maria Vianney não se deixou intimidar. Por quê? Confiava no poder a oração.

O programa de ação foi muito simples: levantava de madrugada para rezar o terço e o breviário junto ao Santíssimo Sacramento, celebrava diariamente a santa missa, tomava café e visitava as casas dos paroquianos. Em pouco tempo, com o crescimento do rebanho, acrescentou o atendimento das confissões. Os frutos não demoraram, ao ponto de três anos depois da sua chegada escreveu: “Encontro-me numa paróquia de muito fervor religioso e que serve a Deus de todo o seu coração”.

A fama de santidade e a força de sua pregação atraíram pessoas de todas as partes da França e outros países. O governo francês foi obrigado a facilitar o acesso a Ars por meio do trem. Visitar a pequena Ars é aprender o significado da simplicidade e a força da fé para transformar vidas e ambientes.

Atravessar as portas da igreja de Ars significa respirar a presença de Deus. Causa impacto passar diante do corpo incorrupto de São João Maria Vianney. Neste lugar de oração e da conversão de tantas pessoas, rezei pelos meus irmãos sacerdotes, e por mim, pedindo a graça do mesmo zelo espiritual e pastoral do santo cura d´ Ars.

Chama atenção a casa simples onde viveu este santo homem. Tinha somente o essencial. A sua riqueza foi Deus!

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