Mãe de Misericórdia

Benoite Rancurel (1647-1718) vive no seio de uma família pobre nos Alpes franceses. Quando o pai morre, tem ela sete anos, Benoite fica a ajudar a famí¬lia trabalhando como pastora. Não pode ir à escola e nunca aprenderá a ler ou a escrever. Leva uma vida de oração profunda. Em 1664, aos dezassete anos, enquanto guardava as ovelhas, vê, pela primeira vez na sua vida, uma «Senhora muito bela com uma criança pela mão». Ao longo de toda a sua existência, a Virgem Maria vai aparecer-lhe frequentemente permitindo-lhe viver na sua intimidade. Como uma mãe, ela ensina e educa a sua filha. Benôíte fará passar a mensagem da Virgem Maria: «Quero construir em Laus (um pequeno lugar com seis ou sete fogos) uma Igreja em honra do meu mui¬to amado Filho. Muitos pecadores farão aí a sua conversão…» Numa época muito marcada pelo jansenismo, que apresenta a religião de forma austera e rigorosa, a Virgem Maria revela a Benoíte a Misericórdia Divina que perdoa os pecadores.

A partir de 1665, as multidões começam a afluir. Duas graças específicas são realizadas neste lugar.

—      A graça da cura: Benoíte enumera não menos de uma centena de curas miraculosas. A primeira delas perturba o vigário geral, mandatado pelo bispo para fazer um inquérito no local: uma mulher da região, conhecida de todos, paraplégica há seis anos, ficou curada. Cura total, instantânea, duradoura… e o vigário não cessa de repetir: «Nisto está o dedo de Deus… nisto está o dedo de Deus…»

—      A graça da conversão. Sem que haja uma exortação à penitência e ao perdão, um número cada vez maior de peregrinos sente necessidade de se reconciliar com Deus. Enquanto esperam pela construção da igreja, confessam-se ao ar livre.

Com o acordo do bispo, será construída uma basílica apenas em quatro anos, graças à ajuda dos pobres.

Benoíte, uma “simples leiga”, exercerá, durante toda a sua vida, o ministério da mediação. Ela transmite a palavra da Virgem aos sacerdotes. «Fala aos sacer¬dotes para que eles sejam santos. Para que recebam os peregrinos com enorme zelo e caridade cordial. Para que sejam afáveis e pacientes, sobretudo com os pecadores mais graves, para os conduzirem à penitência.» Aos peregrinos, ela repete as palavras da Virgem: «Falai aos pecadores. Levai-os a reconhecerem e a confessarem as suas faltas a um sacerdote para que sejam perdoados.» Neste lugar, a Virgem Maria é invocada como “Mãe de Misericórdia”.

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