Adoração eucarística e batalha espiritual

 “Não procure fora. Entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade.”

              Santo Agostinho

          Estamos envolvidos em uma batalha espiritual contra os principados e potestades (cf. Ef 6,12). Uma batalha que começou na origem da raça humana (cf. Gn 3,15).

          O Catecismo da Igreja Católica também afirma que a vida humana é um contínuo conflito contra o mal: “Esta dramática situação do mundo, que «está todo sob o poder do Maligno» (1 Jo 5, 19), transforma a vida do homem num combate: «Um duro combate contra os poderes das trevas atravessa toda a história dos homens. Tendo começado nas origens, há-de durar – o Senhor no-lo disse – até ao último dia. Empenhado nesta batalha, o homem vê-se na necessidade de lutar sem descanso para aderir ao bem. Só através de grandes esforços é que, com a graça de Deus, consegue realizar a sua unidade interior».”(409).

         De um lado está Satanás, tentando levar os homens a uma rebeldia contínua contra Deus. Do outro, encontramos Jesus Cristo, em quem possuímos todas as armas para vencer esta batalha espiritual. O apóstolo São Paulo escreve: “Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever. Ficai alerta, à cintura cingidos com a verdade, o corpo vestido com a couraça da justiça,  e os pés calçados de prontidão para anunciar o Evangelho da paz. Sobretudo, embraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dardos inflamados do Maligno.Tomai, enfim, o capacete da salvação e a espada do Espírito, isto é, a palavra de Deus.  ”(Ef 6,13-17).

         A esta lista podemos acrescentar os sacramentos e sacramentais (água benta, sal bento, terços, cruzes, medalhas e outros). É importante ter sempre presente o poder do santo rosário, chamado pelos poloneses de pequeno exorcismo.

         No centro de todas as armas para deter as investidas da força do mal se destaca a Eucaristia. Madre Teresa de Calcutá disse: “A cura para todos os males da Igreja e da sociedade é a adoração eucarística.”. Esta afirmação é de tirar o fôlego! Nela somos convidados a re-descobrir o sentido da presença de Jesus. O cristão sabe que a Eucaristia faz a Igreja. A Eucaristia esta no centro de toda a vida cristã.

          O primeiro lugar da manifestação da presença de Jesus é a santa missa. Quem participa bem da eucaristia, prolonga a sua comunhão com o Senhor por meio da visita ao santíssimo sacramento. Aí temos o privilégio de gozar da intimidade com o Senhor. Adorá-lo em silêncio. Apresentar as nossas necessidades. Do sacrário jorram graças sem fim.

          Para visitar o santíssimo sacramento é necessário aprender o valor do silêncio, e usar melhor o nosso tempo. O cristianismo corre sempre o risco de imitar o mundo. O que significa isso? Valorizamos a atividade, nos entretemos com imagens e sons. Ficamos entretidos com os ídolos e modas do momento. O cristão não pode cair nesta armadilha, com o risco de se tornar superficial. Quando Marta pediu a Jesus para que Maria a ajudasse, a resposta foi:  “Marta, Marta, andas muito inquieta e te preocupas com muitas coisas; no entanto, uma só coisa é necessária; Maria escolheu a boa parte, que lhe não será tirada.”(Lc 10,41-42). A melhor parte é estar aos pés de Jesus. Uma das formas excelentes é a adoração eucarística. No sacrário Nosso Senhor nos espera para nos inundar com a sua força e milagres!

 

“Quereis que o Senhor vos dê muitas graças? Visitai-o muitas vezes.

Quereis que Ele vos dê poucas graças? Visitai-o poucas vezes.

Quereis que o demônio vos assalte?

Visitai raramente a Jesus Sacramentado.

Quereis que o demônio fuja de vós? Visitai a Jesus muitas vezes.

Quereis vencer o demônio? Refugiai-vos sempre aos pés de Jesus.

Quereis ser vencidos? Deixai de visitar a Jesus

Meu caros, a visita é um meio muito necessário para vencer o demônio. Portanto, ide freqüentemente visitar Jesus, e o demônio não terá vitória contra vós.”

 Dom Bosco

 

“O culto prestado à Eucaristia fora da Missa é de um valor inestimável na vida da Igreja, e está ligado intimamente com a celebração do sacrifício eucarístico. A presença de Cristo nas hóstias consagradas que se conservam após a Missa – presença essa que perdura enquanto subsistirem as espécies do pão do vinho – resulta da celebração da Eucaristia e destina-se à comunhão, sacramental e espiritual.

… como não sentir de novo a necessidade de permanecer longamente, em diálogo espiritual, adoração silenciosa, atitude de amor, diante de Cristo presente no Santíssimo Sacramento?

Quantas vezes, meus queridos irmãos e irmãs, fiz esta experiência, recebendo dela força, consolação, apoio!”

João Paulo II

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