A prática da Presença de Deus

setembro 30, 2010

Quero partilhar com você a maravilha da prática da presença de Deus. É uma maneira simples e profunda de viver na presença de Deus o dia inteiro. Leia e descubra o segredo do irmão Lourenço a Ressurreição, que há séculos tem colaborado com o crescimento espiritual de milhares de pessoas.

Nicolau Herman (Lourenço da Ressurreição), nasceu em 1614, em Hériménil, Lorena (actual região do mesmo nome do Nordeste Francês), numa família profundamente cristã.

Aos 18 anos, num dia de Inverno, olhando a natureza despojada, pensando que dentro de pouco tempo as árvores desfolhadas voltariam a florescer, Nicolau é iluminado por uma evidência e uma simplicidade imediatas, percebendo que na base desse processo anual, existe um Ser pessoal, inteligente e cheio de amor. Então, a sua fé em Deus se personifica, recebendo essa graça da Providência e do poder de Deus, que admitirá mais tarde, nunca se ter apagado de sua alma.

Este mesmo ano, a Lorena era ocupada pela França, e o Duque Carlos IV, expulso do seu país, juntou tropas para reconquistar as suas terras. Nicolau alistou-se no exército do Duque de Lorena. Nessa Guerra de Trinta Anos, tristemente célebre pela crueldade desumana, os soldados não recuavam diante de pilhagens ou qualquer género de violência. Mais tarde, Nicolau lastimará o seu passado, deplorando os seus pecados diante de Deus. Se ignoramos naquilo que consistiam verdadeiramente, o que é certo é que a precedente graça tinha desaparecido da sua vida. Duas vezes se encontrará diante da morte; finalmente uma ferida o obrigará a deixar as armas aos 21 anos.

O tempo da cura para o corpo, foi-o também para a alma; e a experiência vivida aos 18 anos voltou à tona. Então resolveu entregar-se a Deus e mudar a conduta passada. Adoptou algum tempo a vida de eremita com outro companheiro. Mas, desconcertado ao ver que ele passava da alegria à tristeza, da paz à tribulação, do fervor à ausência de devoção, não perseverou neste caminho. Foi então para Paris onde foi mordomo na casa do senhor Fieubert, onde ele dirá ter sido “um pesadão que quebrava tudo.”

É aí que o Convento dos Carmelitas da rua Vaugirard (hoje, Instituto Católico) começou a atraí-lo; e mais, um dos seus tios era da Ordem. Nicolau decide aos 26 anos pedir a entrada como irmão converso (não sacerdote), e tomou por nome Irmão Lourenço da Ressurreição. Lourenço era o nome do santo patrono da sua paróquia natal; Ressurreição lhe recordara talvez o renascimento da árvore despojada a quando dos seus 18 anos.

Primeiro, foi cozinheiro ao longo de 15 anos, depois sapateiro do seu convento; após dez anos de penosa caminhada, num sentimento doloroso por causa dos seus pecados, um acto de abandono determinante o liberta, e pouco a pouco, faz-o encontrar o seu próprio caminho espiritual: viver o trabalho como tempo de oração, as tristezas, como as alegrias, na “Presença de Deus”; transformando todas as suas ocupações à “maneira de pequenas conversas com Deus, sem prever, como calhar…sem necessidade de delicadezas, estar com bondade e simplicidade.” O único método da vida espiritual do Irmão Lourenço foi de certo modo o exercício da Presença de Deus que consistiu em “agradar e acostumar-se na divina companhia, detendo-se amorosamente com Ele em todo o tempo.” Assim, a alma é conduzida “insensivelmente a este simples olhar, a esta visão amorosa de Deus em tudo, que é a mais santa e mais eficaz maneira de oração.” “Na via de Deus, os pensamentos são tidos em conta como pouco, o amor faz tudo.” O encanto do Irmão Lourenço atrai numerosas pessoas que lhe vem pedir conselhos: é assim que as suas cartas ou notas dados oralmente chegaram até nós.

No início de 1691, o Irmão Lourenço adoece. Como o seu mal aumentava, deram-lhe o Sacramento dos Enfermos. A um religioso que lhe perguntara o que ele fazia e com que ocupava o seu espírito, ele respondeu: “Faço o que farei na eternidade, bendigo a Deus, louvo a Deus, adoro e amo-O de todo o coração, eis o nosso trabalho, meus irmãos, adorar a Deus e amá-l’O, sem se preocupar do resto.” Depois, com a paz e a tranquilidade de alguém que adormece, o Irmão Lourenço morre em 12 de Fevereiro de 1691, aos 77 anos.

Pouco tempo depois, o abade José de Beaufort, vigário geral do cardeal de Noailles, e amigo do carmelita sapateiro ao longo de um quarto de século, fez conhecer a mensagem de Lourenço em duas obras biográficas que, em 1991, foram publicadas numa edição crítica. Selado com o selo da simplicidade e da verdade, essa mensagem não envelheceu em três séculos.

A prática da Presença de Deus, como maneira orante, aconselhada pelo Irmão Lourenço, valeu-lhe uma irradiação inter-confessional. A sua espiritualidade do dever de estado faz com que todos os estados de vida nele se encontrem. Se a sua insistência sobre as virtudes teologais, fé, esperança e caridade, lembram os ensinamentos de São João da Cruz, a locução de Lourenço denuncia uma familiaridade com Santa Teresa de Jesus, recordando em particular a “oração recolhida, de meditação”. Enfim, o quietismo não teve nenhuma influência nele: o seu abandono confiante inscreve-se na colaboração da alma à obra divina, e, a ascese como meio de dispor o corpo e o espírito ao encontro do Deus vivo.

Tradução da biografia de Lourenço da Ressurreição – Site do Carmelo de França

POLÍTICA É COISA DO DIABO?

setembro 16, 2010

 

 Estamos nos aproximando de mais uma eleição. E surgem os profetas de plantão afirmando: “A política é coisa do diabo!”. A primeira vista, diante de tantos escândalos de corrupção, somos tentados a acreditar nesta afirmação. O grave é que a maioria da população não tem acesso a informação ou não entende o que de fato esta acontecendo. As campanhas políticas passam a impressão de que estamos no país de Alice das maravilhas. Todos tem a solução para os problemas da educação, saúde, segurança, salário, previdência social….. Passa a eleição e os compromissos de campanha são esquecidos. É como se dissessem “o povo tem memória curta”.

Como homens e mulheres de fé é importante jamais esquecer o fato de que Deus nos constituiu como administradores de sua obra: “O Senhor Deus tomou o homem e colocou-o no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo.” Gn 2,15). Um dos meios é a ação política. Ela se realiza em duas dimensões: os políticos e os eleitores. Os políticos são eleitos para governar em nome do povo e a favor do povo. Em Prov 29,2 lemos: “Quando dominam os justos, alegra-se o povo; quando governa o ímpio, o povo geme.”

Nosso Senhor Jesus Cristo ensina: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha  ”(Mt 5,13-14). A consciência da responsabilidade de cuidar da obra de Deus é do político, e do eleitor. Não basta votar. O eleitor tem que acompanhar os atos de quem elege. Como? Sem dúvida alguma como ensina São Paulo: “Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade. Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador.” (1Tm 2,1-3). Além do acompanhamento espiritual, é necessário manter-se atualizado a respeito  das idéias e projetos apresentados em favor do povo. Isso não pode acontecer somente na época das eleições.

 

Você lembra em quem votou nas últimas eleições? O que ele fez realmente, e não o que diz que fez?

Por que você vai votar neste ou naquele candidato? Você o conhece, é honesto?

Quais as propostas de mandato? São realidade ou somente “promessas”?

 

Política “é uma das mais altas expressões do amor” (Pio XI).

“Política é uma maneira nobre e exigente deservir ao próximo” (Paulo VI)

 Política é “uso legítimo do poder para alcançaro bem comum da sociedade” (João Paulo II);

 “A sociedade justa não pode ser obra daIgreja; deve ser realizada pela política. Mas toca à Igreja, e profundamente,o empenhar-se pela justiça trabalhando para a abertura da inteligência e da vontade às exigências do bem.” (Bento XVI).

  A política “define os meios e a ética das relações sociais” (Puebla)

 A política “é uma forma sublime de exercer a caridade” (CNBB)

 

ORAÇÃO DO CRISTÃO NA POLÍTICA

Deus  da  vida   e  Senhor da   história,

Pai de todos  nós, em vosso Filho Jesus

Cristo, pela  força do  Espírito  Santo,

Já vencestes o pecado, a escravidão e a morte.

 Queremos fazer da política, direito e dever

da  cidadania, um serviço à vida e à

libertação Integral de todos.

 Concedei-nos construir um  Brasil novo,

na convivência fraterna, no respeito às diferenças,

sem  exclusão  e  sem  privilégios, onde  se

abracem a justiça e a paz.

 Que os valores do vosso Reino orientem

sempre mais as decisões e a ação política

em nosso país!

 É o que pedimos junto com a intercessão de Maria Santíssima.

 Por Nosso Senhor Jesus Cristo,

Na unidade do Espírito Santo. Amém


Você crê em milagres?

setembro 6, 2010

Você acredita em milagres? Esta é uma pergunta simples e direta. Eu pessoalmente creio em milagres, pelo fato de crer no poder de Deus para intervir na vida das pessoas e também mudar o curso da história.

 O primeiro grande milagre é o da criação. Em Gn 1,3 esta escrito: “Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz foi feita”. Toda a seqüência da história da salvação é o testemunho evidente da manifestação sobrenatural de Deus.

 O sinal supremo da manifestação do poder e amor de Deus esta presente na pessoa de Jesus: “de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna.”(Jo 3,16). Os três anos de seu ministério foram marcados pelos sinais, prodígios e maravilhas: Pela tarde, apresentaram-lhe muitos possessos de demônios. Com uma palavra expulsou ele os espíritos e curou todos os enfermos.” (Mt 8,16).

 Este mesmo poder foi dado aos apóstolos, e como conseqüência à Igreja: “Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!” (Mt 10,8). O livro de Atos dos Apóstolos é a prova incontestável que os milagres acompanhavam a pregação dos primeiros cristãos: “realizavam-se entre o povo pelas mãos dos apóstolos muitos milagres e prodígios.”(Atos 5,12).

 A história da Igreja até os nossos dias esta marcada pelos milagres anônimos e aqueles que ficaram registrados pelo testemunho dos santos ou grandes santuários.

 O cristão não pode perder esta dimensão dos milagres com o risco de transformar a sua fé em mera filosofia de vida. O cristianismo é muito mais do que um conjunto de palavras sábias de um mestre espiritual. Jesus é o Filho de Deus, que se fez carne e veio habitar entre nós. Ele morreu e ressuscitou. Quem Nele crê tem a experiência de trazê-lo vivo em seu coração.

 Uma das conseqüências de estar com Jesus é apresentada em Jo 14,12: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai.”. O milagre é a confirmação destas palavras. Não é nem mais e nem menos. Se cremos na Palavra de Jesus, recebemos o seu efeito. A fé não é a força do pensamento positivo, mas a certeza de que Deus cumprirá Suas promessas.

 Por isso, todos os dias mantenha-se em comunhão com Deus. Isso você fará pela oração, leitura da Palavra, participação nos sacramentos, de modo especial a Eucaristia, a devoção mariana…Nas horas mais difíceis, lembre-se e ore com as promessas de Deus. Tenha no coração a certeza de promessa de Jesus em Mc 16,17: “Estes milagres acompanharão os que crerem…”

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Pausa para sorrir

setembro 6, 2010

 

 O pai pediu ao filho comprar uma caixa de fósforos, recomendando que fossem bons e não como os anteriores que não acendiam. O menino respondeu: “Eles eram bons, porque eu experimentei todos e acendiam bem!”


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